Vereador Papy bate-boca com grupo durante manifestação sobre banheiros para mulheres trans

Vereador se exalta durante manifesto na Câmara de Vereadores em Campo Grande O presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Campo Grande, Epaminondas Vice...

Vereador Papy bate-boca com grupo durante manifestação sobre banheiros para mulheres trans
Vereador Papy bate-boca com grupo durante manifestação sobre banheiros para mulheres trans (Foto: Reprodução)

Vereador se exalta durante manifesto na Câmara de Vereadores em Campo Grande O presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Campo Grande, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy, se exaltou durante a sessão desta terça-feira (28) e ergueu a voz contra um grupo que se manifestava na Casa de Leis (veja vídeo acima). Os protestantes pediam direito ao uso de banheiros femininos por mulheres transexuais, proibido na capital sul-mato-grossense. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp O vereador perdeu a paciência quando tentava mencionar as indicações de pesar, sobre pessoas falecidas. "Eu estou pedindo respeito às pessoas que faleceram e suas famílias. Não tem respeito? Então, não pode exigir respeito. Direito é um pra um. Toda vez é a mesma coisa, Baixa a bola aí", gritou Papy no microfone durante bate-boca com os manifestantes. A sessão foi interrompida por diversas vezes e o presidente da Câmara chegou a usar campainha para tentar conter os manifestantes e descer do plenário para orientar as pessoas presentes. Lei que motivou a manifestação Em março deste ano foi aprovada na Câmara Municipal a lei que proíbe o acesso de mulheres trans a banheiros femininos. O texto foi sancionado pela prefeita Adriana Lopes em 22 de abril. Contudo, a lei ainda não foi regulamentada, ou seja, ainda não é válida na prática. Não há prazo para que a regulamentação seja feita. No último sábado (25), Adriane Lopes publicou vídeo nas redes sociais em que reafirma a decisão de sancionar a lei que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos na capital. No vídeo, a prefeita diz que sancionou a lei para, segundo ela, “resguardar o direito das mulheres”. Ela também afirmou que a decisão foi tomada diante do que classificou como uma situação “absurda”. O caso chegou ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que está analisando a proibição. O órgão vai avaliar quais medidas podem ser adotadas diante da nova legislação. O órgão recebeu dois pedidos para análise de possível inconstitucionalidade da norma e para responsabilização de envolvidos. As duas representações foram feitas por uma advogada trans. Vereador Papy discutiu com manifestantes na sessão desta terça-feira (28). Reprodução Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: