Venezuela anuncia plano de 'fortalecimento da democracia'
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, discursa após a aprovação da Reforma da Lei Orgânica dos Hidrocarbonetos em frente ao Palácio Preside...
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, discursa após a aprovação da Reforma da Lei Orgânica dos Hidrocarbonetos em frente ao Palácio Presidencial de Miraflores, em Caracas, em 29 de janeiro de 2026 AFP O governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, e um grupo de opositores darão início, em agosto, a um plano de trabalho para o "fortalecimento da democracia" na Venezuela, anunciou nesta terça-feira (14) o presidente do Parlamento, ao retomar a agenda política após o duplo terremoto. Poucos dias antes dos devastadores terremotos de 24 de junho, a opositora Dinorah Figuera viajou a Caracas com o respaldo de Washington para impulsionar uma agenda de transição democrática após a queda de Nicolás Maduro em uma operação militar americana em janeiro. Figuera reuniu-se com o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, e depois com líderes opositores em uma visita relâmpago, antes de voar aos Estados Unidos para manter outros encontros. "Para efeitos do fortalecimento da democracia, anunciamos o início de um plano de trabalho conjunto com ex-membros da Assembleia Nacional de 2015-2020 a partir do próximo primeiro de agosto", escreveu Rodríguez, irmão da presidente, em um comunicado divulgado pela plataforma Telegram. "Somente unidos poderemos avançar na reconstrução e na manutenção da paz", acrescentou o chefe do Parlamento. A própria Figuera escreveu na rede X que assume "o compromisso e a vontade política de impulsionar um roteiro técnico e político bilateral (...) que permita abordar os temas fundamentais para consolidar o caminho rumo à recuperação da democracia na Venezuela". Figuera preside uma comissão parlamentar simbólica em representação do Parlamento do período 2015-2020, que era controlado pela oposição e que Washington reconhece como legítimo. Ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez governa a Venezuela sob fortes pressões de Washington, que afirma estar à frente do país petroleiro.