Vendas on-line, joias e mais: veja histórias de empreendedores que começaram o próprio negócio após deixar o emprego formal, em Goiás

Como ter um recomeço investindo no próprio negócio após sair do emprego formal Começar em um novo emprego de carteira assinada é sempre desafiador. Recome...

Vendas on-line, joias e mais: veja histórias de empreendedores que começaram o próprio negócio após deixar o emprego formal, em Goiás
Vendas on-line, joias e mais: veja histórias de empreendedores que começaram o próprio negócio após deixar o emprego formal, em Goiás (Foto: Reprodução)

Como ter um recomeço investindo no próprio negócio após sair do emprego formal Começar em um novo emprego de carteira assinada é sempre desafiador. Recomeçar investindo no próprio negócio depois de perder o trabalho formal pode parecer um desafio ainda maior, mas existem caminhos que auxiliam essa mudança. Veja histórias de empreendedores do ramo de vendas on-line, joias, personalizados e moda que decidiram se reinventar e conseguiram independência financeira longe do emprego formal, em Goiás. Um exemplo é o de Natália Alves Pires, de 30 anos, que trabalha com vendas online e faz consultoria para hospedagem em barcos no Panamá. Ela conta que a decisão de ter o próprio negócio surgiu quando começou a trabalhar no regime CLT e percebeu que não queria sua vida com os horários rígidos de entrada e saída, limitada ao ambiente de uma empresa. "Busquei algo que me proporcionasse mais autonomia e liberdade. O que me motivou a escolher a área de vendas foi entender que quem sabe vender dificilmente fica sem trabalho", conta Natália. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Para começar, ela disse que fez muitas pesquisas por conta própria e conversou com pessoas que já tinham experiência na área escolhida. Ela cita que o maior desafio foi aprender a organizar todas as funções necessárias dentro do próprio negócio. Natália entendeu também que errar faz parte do processo de crescimento e passa a ser uma oportunidade de aprendizado e evolução. Segundo Natália, hoje ela trabalha mais do que um funcionário de carteira assinada, porém com a liberdade de escolher seus horários e de trabalhar de qualquer lugar que estiver. "Essa autonomia faz toda a diferença na minha qualidade de vida e na forma como organizo minha rotina", afirmou. A maior dificuldade relatada pela empreendedora foi lidar com o medo de não ter um salário fixo no final do mês, já que isso acaba trazendo uma sensação de segurança. "Com o tempo, aprendi que a estabilidade também pode ser construída com planejamento, dedicação e constância no próprio negócio", afirmou. "É muito importante ter organização e controle financeiro, principalmente no início. Lidar com a ausência de um salário fixo exige organização financeira e disciplina emocional. No meu caso, manter uma rotina de trabalho, estabelecer metas claras e acompanhar de perto os resultados me ajudaram a reduzir a ansiedade", afirmou a empreendedora. Natália Alves trabalha com vendas online Arquivo pessoal/Natália LEIA TAMBÉM: Dia da Mulher: conheça histórias de mulheres empreendedoras que começaram do zero Goiás lança operação de combate à violência contra mulheres com prisões e monitoramento de agressores De presidente do STJ a cientista: conheça histórias de goianas inspiradoras Do hobby às personalizações André Bertolino, de 38 anos, mora em Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia. Lá ele começou a trabalhar com personalização em garrafas de metal, cortiça, espelhos e MDF. Segundo ele, tudo começou como um hobby personalizando peças em MDF e garrafas térmicas para ele e a família. Depois, surgiu a ideia de trabalhar personalizando e criando objetos para conseguir uma renda extra. Algo com que ele se intensificou no período em que perdeu o emprego formal e passou a depender apenas do trabalho em casa. Segundo André, desde o início ele fez tudo sozinho, inclusive as pesquisas para montar o negócio. Ele conta que conseguiu entrar em contato com pessoas que já trabalhavam na área através de grupos de mensagens. Segundo ele, a experiência e a prática vieram com o tempo, depois de fazer muitos testes com cada tipo de mercadoria. "Quando eu me interessei nessa área, comecei a pesquisar muito na internet sobre maquinário, como personalizar as coisas, tipo garrafa, chaveiro. Tem muito vídeo que acompanho até hoje", contou. Antes de montar seu negócio de personalização, André trabalhou na administração de uma loja de artigos religiosos, onde tinha contato frequente com fornecedores e mercadorias dos mais diversos tipos de material. Isso ajudou quando precisou buscar seus próprios fornecedores e matéria-prima para criar as peças personalizadas. Por outro lado, ele conta que o domínio da máquina precisou começar do zero. "Tive que começar do zero o domínio da máquina, da técnica de gravação, da técnica de manuseio da própria máquina de gravação a laser", afirmou André. Segundo ele, lidar com a ansiedade de não ter o salário fixo todo mês é um ponto de preocupação e é preciso manter o foco, procurar clientes e correr atrás dos pedidos que não chegam. André contou que hoje está de volta ao mercado de trabalho formal e trabalha como coordenador de turno em uma escola estadual, mas ainda mantém a renda das personalizações porque consegue conciliar as atividades. Garrafas, porta-copos e luminária personalizados pelo André Arquivo pessoal/André Bertolino Vestindo autoestima Em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, o g1 conheceu a história da Brenda Raylla Cassiano, de 27 anos. Formada em pedagogia, ela foi professora antes de se tornar empresária. Há sete anos, a jovem decidiu investir na própria loja de roupas: a Brenda Closet. Segundo a empresária, ela começou como sacoleira e foi crescendo e aprendendo com os erros. Ela conta que, por ser uma mulher jovem, muitas vezes não foi levada a sério no início do negócio, mas escolheu continuar lutando pelo que acreditava. "Quando uma mulher cresce, ela abre caminho para outras crescerem também. Isso é transformação social", afirma. Segundo Brenda, o maior desafio que enfrentou foi o medo e a instabilidade financeira. Ela lembra que empreender é arriscar e exige constância diariamente. "Eu vendo mais do que moda. Eu vendo identidade. A moda feminina precisa ser feita por mulheres que entendem outras mulheres — nossas inseguranças, nossos sonhos, nossa força, elevar a autoestima, fazer a mulher se sentir linda, confiante e valorizada", destacou. Brenda Raylla, proprietária da Brenda Closet Reprodução/Instagram de Brenda Raylla O brilho das joias Susane Rocha Alves, de 40 anos, também de Trindade, é empresária do ramo de joias em prata. Ela atua na área há seis anos e conta que, antes de começar sua loja, foi supervisora de uma grande marca de cosméticos. Quando a pandemia de covid-19 começou, veio o medo do desemprego e ela resolveu começar seu próprio negócio. Susane então usou o dinheiro do seu acerto para comprar peças e começar a oferecer para as clientes. "Aí foi fluindo. Fiquei assim mais ou menos dois anos. E então fiz minha loja online no Instagram", conta Susane. Com as vendas aumentando pelas redes sociais, ela sentiu que precisava de um espaço maior e aí surgiu a loja física. Ela destaca a identificação de outras mulheres. "Grande parte das clientes de joias são mulheres. Quando elas veem outras mulheres criando, vendendo e liderando, a identificação é imediata. Isso gera confiança e proximidade com a marca", destacou. Para a empresária, os desafios são muitos. Segundo ela, existe o medo de não dar certo e é preciso se dedicar 100% todos os dias para ter sucesso. Uma montanha-russa de sentimentos que enfreta com fé. "Falo com Jesus e o medo vai embora! Quando vc se torna um empreendedor, sua fé fica inabalável!", afirmou. De acordo com a Susane, vender é uma coisa que está no sangue e a maior motivação e força são os seus filhos. Para ela, cada cliente tem uma história e as joias carregam significado de amor, conquista, autoestima e momentos inesquecíveis. Susane Rocha, dona da Maryá Joias Arquivo pessoal/Susane Rocha Ajuda do Sebrae O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) explicou ao g1 que disponibiliza ferramentas específicas para quem deseja empreender, mesmo que ainda não tenha definido um nicho de atuação. Segundo a instituição, existe uma biblioteca digital com conteúdos voltados ao suporte, desde o processo de inspiração até a ideação. Depois de definir a ideia, o empreendedor pode usar ferramentas para validar o modelo de negócio e elaborar um planejamento por meio de capacitações ou consultorias personalizadas. O Sebrae explica ainda que pessoas em transição do emprego formal para o próprio negócio podem contar com auxílio por meio de orientações presenciais ou online, focando na construção de planos para evitar a falência precoce. "As pessoas que buscam empreender geralmente estão em busca de autonomia, de ter um poder de decisão maior, flexibilidade de seus horários e organização do trabalho, de ter possibilidade de crescimento da sua renda, além de realização pessoal e propósito. É importante que ele tenha um bom planejamento, que vai ajudá-lo a ter essa autonomia e essa clareza, principalmente no início do negócio dele", disse Larissa Ribeiro, gerente da regional central do Sebrae. De acordo com o Sebrae, o empreendedor encontra um programa de crédito orientado que o acompanha em todas as fases da aquisição de recursos financeiros. Existem também orientações gratuitas sobre a capacidade de pagamento, como a "Quarta de Crédito", que reúne bancos parceiros com condições especiais. Outra facilidade é o Fampe, um fundo de aval que auxilia empreendedores que não possuem bens para oferecer como garantia real em operações financeiras. "O Sebrae está preparado com suas capacitações totalmente gratuitas, as suas consultorias gratuitas ou de custo mais baixo para ajudar o empreendedor durante esse processo dele de abertura do negócio", completou Larissa Ribeiro. O Sebrae ajuda com orientação e direcionamento para novos empreendedores Divulgação/Sebrae 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás