Trump tem 'plano B' e pode impor tarifa de 10% se Suprema Corte derrubar tarifaço, diz Hassett

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem um “plano B” para impor tarifas generalizadas de 10% caso a Suprema Corte derrube o tarifaço imposto pel...

Trump tem 'plano B' e pode impor tarifa de 10% se Suprema Corte derrubar tarifaço, diz Hassett
Trump tem 'plano B' e pode impor tarifa de 10% se Suprema Corte derrubar tarifaço, diz Hassett (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem um “plano B” para impor tarifas generalizadas de 10% caso a Suprema Corte derrube o tarifaço imposto pelo republicano em 2025. A afirmação foi feita pelo diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, em entrevista à Fox Business, nesta sexta-feira (16). 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça "Nós estamos muito confiantes de que a Suprema Corte vai ficar do nosso lado. A análise jurídica nos favorece. Mas também temos um plano B realmente sólido", disse Hassett. "Podemos impor imediatamente uma tarifa de 10% para compensar a maior parte do espaço perdido." A expectativa é que a Suprema Corte divulgue, na próxima semana, uma decisão sobre a principal política econômica de Trump. A análise envolve a legalidade das tarifas impostas no chamado “Dia da Libertação”, que alcançou mais de 180 países — incluindo o Brasil. (leia mais abaixo) 🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Veja os vídeos em alta no g1: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Segundo o conselheiro da Casa Branca, o governo pode recorrer a instrumentos como a Seção 301 e a Seção 232 da lei de comércio exterior dos EUA para complementar as tarifas. Esses dispositivos autorizam a imposição de sobretaxas em casos de práticas comerciais desleais ou por motivos de segurança nacional e poderiam substituir, de forma mais duradoura, parte das tarifas que eventualmente sejam derrubadas pela Justiça. Outra alternativa é a adoção das tarifas de 10% com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza o presidente a impor sobretaxas de até 15% por um período máximo de 150 dias para corrigir desequilíbrios comerciais. O presidente Donald Trump durante evento na Casa Branca, em 14 de janeiro de 2026 REUTERS/Evelyn Hockstein À espera da Suprema Corte A Suprema Corte dos EUA pode anunciar na próxima semana sua decisão sobre a legalidade do amplo aumento de tarifas imposto pelo presidente Donald Trump à importação de produtos de diversos países, entre eles o Brasil. A análise das tarifas de Trump envolve um recurso do Departamento de Justiça contra uma decisão de instância inferior, que concluiu que o republicano extrapolou sua autoridade ao impor a maior parte das taxas globais com base em uma lei federal destinada a situações de emergência. (leia mais abaixo) Na prática, a esperada decisão sobre o tarifaço deve definir os limites do poder do republicano para agir sem o aval do Congresso americano — e pode afetar medidas aplicadas contra o Brasil. O processo judicial se arrasta desde o meio de 2025. A briga judicial A Suprema Corte dos EUA decidiu em setembro passado analisar a legalidade do tarifaço imposto por Donald Trump, após o governo recorrer da decisão de um tribunal de apelações, que concluiu que a maioria das tarifas não tem respaldo legal. As ações contra as taxas foram apresentadas por empresas impactadas pelo tarifaço e por 12 estados americanos, a maioria administrada por democratas. Além dos limites do poder de decisão de Trump, estão em jogo trilhões de dólares em tarifas alfandegárias ao longo da próxima década. O presidente americano já defendeu que as cobranças são um "remédio" necessário para a economia americana. Em 5 de novembro, durante as sustentações orais do caso, os juízes da Suprema Corte levantaram dúvidas sobre a legalidade das tarifas impostas por Trump. O debate durou mais de 2h30. O principal ponto das discussões foi avaliar se o presidente havia ultrapassado a competência do Congresso americano ao impor tarifas com base em uma lei de 1977, originalmente prevista para ser aplicada em situações de emergência nacional. Segundo a agência Reuters, alguns juízes conservadores afirmaram que a Corte estava debatendo o poder "inerente" dos presidentes ao lidar com outros países — na prática, isso indica uma possível divisão sobre o resultado do caso. O tribunal possui maioria conservadora de 6 a 3. Balanço 2025: efeitos do tarifaço foram menores do que o esperado na economia; bolsa subiu e dólar recuou