Técnico de radiologia é indiciado por registrar imagens íntimas de pacientes em Itabira

Técnico de radiologia é indiciado em Itabira Um técnico de radiologia de 46 anos foi indiciado por crime contra a dignidade sexual em Itabira, na Região Cen...

Técnico de radiologia é indiciado por registrar imagens íntimas de pacientes em Itabira
Técnico de radiologia é indiciado por registrar imagens íntimas de pacientes em Itabira (Foto: Reprodução)

Técnico de radiologia é indiciado em Itabira Um técnico de radiologia de 46 anos foi indiciado por crime contra a dignidade sexual em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, ao menos cinco pacientes foram filmadas sem autorização durante exames realizados em uma clínica da cidade. O suspeito poderá responder pelo crime previsto no artigo 216-B do Código Penal, que trata do registro de imagens com cena de nudez ou ato íntimo sem o consentimento da vítima. O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Como o caso veio à tona A investigação começou em 27 de novembro de 2025, após uma denúncia registrada na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Itabira. Uma vítima de 28 anos contou à polícia que, enquanto fazia um exame radiológico admissional, percebeu um celular escondido no bolso do jaleco do técnico responsável pelo procedimento. Conforme ela, o aparelho estava posicionado de forma estratégica para registrar imagens íntimas. Celular apreendido Durante as apurações, a Polícia Civil apreendeu o celular do suspeito. A partir de uma perícia digital, os investigadores encontraram diversos arquivos de vídeo. As imagens, de acordo com os investigadores, mostram o técnico preparando o aparelho para a filmagem ilegal antes da entrada das pacientes na sala de exames. O homem admitiu a conduta em depoimento, mas alegou que o uso do celular teria ocorrido por motivos de segurança pessoal. Quebra de confiança Para o delegado João Martins Teixeira Barbosa, responsável pela condução final do inquérito, o caso é grave por envolver a relação entre profissional de saúde e paciente. "A conduta apurada revela um profundo desrespeito à autodeterminação da imagem e à inviolabilidade da intimidade feminina", afirmou. A Polícia Civil não divulgou o nome do investigado e não informou se ele continua exercendo a função profissional. Delegacia da Polícia Civil em Itabira, na Região Central de Minas Gerais PCMG/Divulgação Vídeos mais vistos no g1 Minas: