STF mantém afastamento de vice-prefeito de Macapá por suspeita de fraude na saúde

Vice-prefeito de Macapá Mário Neto foi afastado do cargo após operação da PF PMM/divulgação O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), d...

STF mantém afastamento de vice-prefeito de Macapá por suspeita de fraude na saúde
STF mantém afastamento de vice-prefeito de Macapá por suspeita de fraude na saúde (Foto: Reprodução)

Vice-prefeito de Macapá Mário Neto foi afastado do cargo após operação da PF PMM/divulgação O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (2) a prorrogação do afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto (Podemos), por tempo indeterminado. Ele é acusado por envolvimento em fraude à licitação e desvio de recursos da saúde. A decisão foi monocrática, ou seja, tomada apenas pelo ministro, sem participação dos demais integrantes da corte. Baixe o app do g1 para ver notícias do AP em tempo real e de graça Mário Neto está afastado do cargo desde 4 de março, após a segunda fase da Operação Paroxismo, que também retirou do cargo o então prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD). A decisão leva em conta que a fase de investigação continua em andamento. "O titular, caso mantido no exercício das suas funções, possa interferir nas investigações ou, ainda, utilizar o cargo para auferir proveito próprio ou alheio", destacou o ministro. Confira os vídeos em alta no g1 LEIA MAIS: Prefeito e vice de Macapá são afastados; endereços ligados ao prefeito são alvo de operação da PF Saiba quem são os alvos da operação que investiga suposto desvio de recursos na saúde em Macapá O ministro ressaltou que a prorrogação do afastamento não tem prazo definido e que as medidas cautelares seguem proporcionais à gravidade dos crimes investigados. "A prorrogação ora deferida se dará sem prazo certo, vigendo até o comprovado desaparecimento dos riscos que a ensejaram", pontuou. A decisão também apontou que a Prefeitura de Macapá fez pagamentos de R$ 3,3 milhões a uma empresa de publicidade e a uma construtora logo após o afastamento do então prefeito Dr. Furlan, sem autorização da gestão interina. O documento também citou repasses atípicos, retirada de HDs, violações em setores como a Macapá Previdência, exonerações em massa e dificuldade de acesso a documentos, situações que reforçam a necessidade de prorrogar o afastamento e que inviabilizaram a administração interina. O g1 aguarda o posicionamento da defesa do vice-prefeito afastado para comentar o assunto, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem. Operação Paroxismo Em março, o ministro Flávio Dino afastou o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (PSD), e o vice, durante investigação da Operação Paroxismo, que apura suspeitas de fraude na saúde. De acordo com a Polícia Federal, o grupo teria manipulado licitações para obter vantagens em contratos milionários. Há suspeita de que parte dos recursos destinados às obras foi desviada e lavada por meio de movimentações financeiras irregulares. Um dos principais alvos é a construção do Hospital Geral Municipal de Macapá, com orçamento de cerca de R$ 70 milhões. A operação investiga se o projeto foi usado para enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários. Prefeito de Macapá, alvo de operação da PF, é afastado do cargo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá VÍDEOS com as notícias do Amapá: