STF envia investigações de operações Rejeito e Intrafortis para Justiça Federal de MG
Mineração em Minas Gerais (imagem de arquivo) Reprodução/TV Globo O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu retirar da Corte as investigações das operaçõ...
Mineração em Minas Gerais (imagem de arquivo) Reprodução/TV Globo O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu retirar da Corte as investigações das operações Rejeito e Intrafortis, determinando o envio dos autos à Justiça de primeiro grau. A decisão foi tomada pelo ministro Dias Toffoli após a Polícia Federal concluir que não há indícios de envolvimento do deputado federal Luiz Fernando Faria (União Brasil) em fraudes de licenças de mineração, exploração ilegal de minério e outros crimes. A competência do STF havia sido fixada inicialmente devido à suspeita de participação do parlamentar, que figurava como sócio de uma empresa ligada a outra pessoa jurídica investigada. No entanto, segundo a PF, depois da análise de eletrônicos, documentos e dados bancários, não foram encontrados elementos que ligassem Faria às condutas apuradas. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp Os investigadores também apontaram que não existem diligências em andamento ou pendentes relacionadas às empresas Mirante da Mantiqueira e Orleans Empreendimentos e Participações nem qualquer associação direta ou indireta dessas firmas, ligadas ao deputado, com as fraudes minerárias constatadas pelo inquérito (leia mais abaixo). Toffoli, então, concluiu que não há mais justificativa para manter as operações Rejeito e Intrafortis sob jurisdição do STF. Com isso, todo o processo foi remetido à 3ª Vara Criminal da Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), um juízo federal de primeira instância no estado. A decisão acolheu integralmente manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e também declarou prejudicados os recursos apresentados e os pedidos de extensão no âmbito do Supremo. Operação Rejeito revela esquema sofisticado de corrupção no setor de mineração STF deverá estar informado sobre operações Apesar da remessa dos autos, o ministro determinou que qualquer nova medida relevante no processo deverá ser comunicada imediatamente à Corte. Isso inclui acordos de colaboração premiada, acordos de leniência, interceptações telefônicas, buscas e apreensões, bloqueio de bens, quebras de sigilo e eventuais prisões. Conforme Toffoli, a determinação tem como objetivo evitar futuras nulidades e permitir o acompanhamento de eventual surgimento de indícios envolvendo autoridades com foro privilegiado. Operações Rejeito e Intrafortis Deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025, a Operação Rejeito investiga um esquema bilionário de corrupção e crimes ambientais no setor de mineração em Minas Gerais. Segundo a PF, empresários e servidores públicos teriam atuado para liberar licenças ambientais e autorizações de lavra de forma irregular mediante pagamento de propina e corrupção de servidores públicos. As investigações apontam ainda a exploração ilegal de minério, inclusive em áreas de preservação, além de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada. O esquema teria movimentado bilhões de reais, e a Justiça determinou prisões, buscas e o bloqueio de bens dos investigados. A Operação Intrafortis é um desdobramento da Rejeito e apura a atuação de núcleos específicos da mesma organização criminosa, com foco na estrutura financeira e no apoio operacional ao esquema. Parte do inquérito chegou ao STF devido à citação de pessoas com possível prerrogativa de foro. LEIA MAIS: Entenda a investigação que levou à prisão do diretor da Agência Nacional de Mineração Como funcionava esquema de fraudes em licenças de mineração em MG Como operação da PF sobre mineração afetou alto escalão do governo Zema Dias Toffoli, ministro do STF Andressa Anholete/STF