Secretária de Segurança Interna dos EUA depõe no Senado após morte de dois manifestantes em Minneapolis

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, conhecida por críticos como Barbie do ICE, em audiência de supervisão no Comitê Judiciário do Senado, nos...

Secretária de Segurança Interna dos EUA depõe no Senado após morte de dois manifestantes em Minneapolis
Secretária de Segurança Interna dos EUA depõe no Senado após morte de dois manifestantes em Minneapolis (Foto: Reprodução)

A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, conhecida por críticos como Barbie do ICE, em audiência de supervisão no Comitê Judiciário do Senado, nos EUA. J. Scott Applewhite/AP Photo A secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, chamada por adversários políticos de "Barbie do Ice", depôs nesta terça-feira (3) no Senado, em sua primeira aparição no Congresso desde a morte a tiros de dois manifestantes em Minneapolis. Os casos intensificaram a oposição à forma como o governo de Donald Trump vem executando sua política de deportação em massa. A audiência ocorreu no Comitê Judiciário do Senado e também acontece após um tiroteio em um bar no Texas no fim de semana, investigado como possível ato de terrorismo. O episódio aumentou preocupações de que a escalada do conflito com o Irã possa ter reflexos na segurança dos EUA. As táticas de imigração do Departamento de Segurança Interna provocaram impasse no Congresso sobre o financiamento regular da pasta, ainda não resolvido. No ano passado, porém, foi aprovado um projeto que garantiu reforço orçamentário para a política de deportações do governo republicano. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Noem havia comparecido ao Congresso pela última vez em dezembro. Desde então, a agenda migratória de Trump e sua aplicação pelo departamento enfrentaram forte resistência em Minnesota. Em uma operação inicialmente apresentada como combate a fraudes no estado, o governo enviou centenas de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). Eles foram recebidos por protestos, com marchas, monitoramento de ações do ICE e apoio a imigrantes com medo de sair de casa. Renee Good foi morta a tiros por um agente do ICE em 7 de janeiro. O caso provocou protestos e pressão de políticos locais pelo fim da operação. Em 24 de janeiro, agentes da CBP atiraram contra outro morador de Minnesota, Alex Pretti, que filmava ações de fiscalização. As mortes geraram cobranças por responsabilização e transparência. Noem, que inicialmente descreveu os dois como agressores, passou a enfrentar críticas de democratas e também de alguns republicanos, que pediram sua renúncia. Novas imagens feitas por agente do ICE mostram momento em que mulher é morta nos EUA Após a repercussão, Trump enviou o responsável pela política de fronteiras, Tom Homan, a Minneapolis para assumir o comando das operações. Ele anunciou a redução do efetivo enviado ao estado na chamada “Operation Metro Surge”, mas afirmou que a política de deportações continuará. Durante a audiência, senadores democratas acusaram agentes sob comando de Noem de abuso de poder, uso excessivo da força e violação de direitos constitucionais. “O Departamento de Segurança Interna não respondeu a pedidos de comentário.” O senador Dick Durbin, principal democrata no comitê, afirmou antes da sessão que Noem é “a face pública de uma cruzada anti-imigração abominável” e acusou agentes federais de agirem com crueldade contra crianças, famílias imigrantes e cidadãos americanos. O governo costuma atribuir confrontos em cidades como Minneapolis e Chicago a políticos democratas, que, segundo a pasta, incentivam a população a resistir às ações de imigração. Noem também deve depor nesta quarta-feira (4) diante de um comitê da Câmara dos Representantes.