PM é suspeita de agiotagem e ameaçar manicure que devia dinheiro: 'Quando é para ser ruim, eu sou péssima'

Tenente da Polícia Militar é investigada por suspeita de agiotagem A policial militar Rhainna Lima é suspeita de agiotagem e de ameaçar uma manicure de Apar...

PM é suspeita de agiotagem e ameaçar manicure que devia dinheiro: 'Quando é para ser ruim, eu sou péssima'
PM é suspeita de agiotagem e ameaçar manicure que devia dinheiro: 'Quando é para ser ruim, eu sou péssima' (Foto: Reprodução)

Tenente da Polícia Militar é investigada por suspeita de agiotagem A policial militar Rhainna Lima é suspeita de agiotagem e de ameaçar uma manicure de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana, que devia dinheiro a ela. Segundo informações obtidas com exclusividade pela TV Anhanguera, a manicure assumiu uma dívida de R$ 2 mil com a tenente e disse que é ameaçada por mensagens e ligações. “Para a minha paciência acabar é dois dedos e aí você vai ver o tamanho do problema que você vai ter. [...] Você não me conhece. Eu sou legal demais, mas quando é para ser ruim também, sou péssima”, teria dito a tenente em áudio enviado à manicure. Em nota, a Polícia Militar disse que determinou imediata abertura de procedimento administrativo para apurar eventual transgressão disciplinar e indícios relacionados à possível prática de crime militar. Disse ainda que, atualmente, a tenente exerce atividades administrativas (leia a nota na íntegra ao fim do texto). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp À TV Anhaguera, Rhainna Lima disse que não gravaria entrevista. Em nota, a defesa dela informou que as informações são mentirosas e que a tenente fez um empréstimo de boa-fé para a manicure e para os filhos dela, acreditando estar ajudando uma família com dificuldades financeiras. Disse ainda que a tenente cobrou apenas o dinheiro que foi emprestado e não foi devolvido, sem acréscimo ou vantagem e que não fez ameaças à manicure. De acordo com o repórter Honório Jacometto, o Ministério Público do Estado de Goiás está investigando o caso. Manicure denuncia policial militar por agiotagem em Goiás Reprodução/TV Anhanguera LEIA TAMBÉM: Taco de beisebol, arma na cabeça e espancamento: veja como agiam advogada, PMs e empresários em esquema de tortura e agiotagem FEMINICÍDIO: PM aposentado é suspeito de matar a esposa e cometer suicídio em Goiás VÍDEO: PM espanca adolescente com socos e tapas durante abordagem, em Caçu A manicure conta que precisou assumir uma dívida da irmã, que pegou R$ 2 mil com a tenente. Segundo ela, já pagou mais de R$ 18 mil à policial e ainda não conseguiu quitar a dívida pelos juros altos. “De R$ 2,5 mil foi para R$ 11 mil. De R$ 11 mil, foi para R$ 36 mil [...]. Ela não para, não tem condições. Aí ela começou com as ameaças dela. Ainda segundo a manicure, ela e a policial se conheceram há quatro anos, quando Rhainna disse que gostaria de começar a emprestar dinheiro a juros e pediu que ela a ajudasse. Foi quando ela indicou a irmã para pegar um empréstimo. Ameaças e cobranças De acordo com a manicure, Rhainna liga e manda mensagens com cobranças a qualquer hora do dia. “Ela falou: ‘Eu boto fogo na sua casa com seus filhos dentro’”, relata a manicure. Com o tempo, ela diz que os serviços de empréstimo ficaram mais profissionais e que as cobranças começaram a ser realizadas por terceiros. A manicure denuncia que recebeu uma lista com parcelas semanais de R$ 60, com multa de R$ 20 por dia em caso de atraso. Segundo a manicure, Rhainna começou a ameaçá-la depois que ela assumiu uma dívida da irmã Reprodução/TV Anhanguera “Quando as pessoas estão com vontade de pagar e quando as pessoas são corretas, elas vão passando o pouco que vão juntando para não ir acumulando até quitar, mas você não”, teria dito a tenente. Segundo a manicure, concordaria em pagar um valor fixo para quitar a dívida, mas que o problema é que a tenente “não para”. “Todo tanto que dava, ela tinha um juro. Todo dia ela tinha um juro, aí não parou mais”, contou. Leia a nota da Polícia Militar na íntegra A Polícia Militar do Estado de Goiás informa que tomou conhecimento da denúncia protocolada junto ao Ministério Público em 04 de fevereiro de 2026, envolvendo uma policial militar. O Comando da Corporação determinou a imediata abertura de Procedimento Administrativo, com o objetivo de apurar eventual transgressão disciplinar e verificar a existência de indícios relacionados à possível prática de crime militar, nos termos da legislação em vigor. A Policial Militar encontra-se, atualmente, no exercício exclusivo de atividades administrativas. A Corporação reafirma que não tolera desvios de conduta e atua com rigor técnico, imparcialidade e estrita observância da legalidade na análise de qualquer denúncia envolvendo seus integrantes. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás