‘Parece até um sonho’: diz jovem aprovada em medicina em duas federais no Tocantins

Jovem se emociona ao contar que foi aprovada em medicina para mãe "Às vezes, parece até um sonho, porque foi algo que eu sempre quis muito", contou a jovem C...

‘Parece até um sonho’: diz jovem aprovada em medicina em duas federais no Tocantins
‘Parece até um sonho’: diz jovem aprovada em medicina em duas federais no Tocantins (Foto: Reprodução)

Jovem se emociona ao contar que foi aprovada em medicina para mãe "Às vezes, parece até um sonho, porque foi algo que eu sempre quis muito", contou a jovem Cecília Leite, de 21 anos, ao refletir sobre a aprovação em medicina conquistada em duas universidades federais do Tocantins. Após quatro anos de estudos e mudanças na rotina para prestar o vestibular, a estudante foi aprovada na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e, em seguida, na Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). Cecília optou pela UFT e iniciou a graduação no campus de Palmas. "A medicina sempre foi um sonho de infância para mim. Desde cedo eu me imaginava nessa área, e com o tempo esse desejo só foi ficando mais forte. Hoje eu sinto que estou vivendo algo muito especial", comentou. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp As notícias das aprovações emocionaram Iraneide Sousa Leite, mãe da estudante. Um vídeo de mãe e filha abraçadas, celebrando a conquista, emocionou a web. LEIA MAIS: Jovem é aprovada em medicina em duas federais e mãe se emociona: 'Sempre esteve no sangue' Jovem que trabalhava na roça e passou em medicina na federal chegou a estudar 10 horas por dia Estudante se emocionou ao contar que foi aprovada em medicina para mãe Cecília Leite/Arquivo pessoal Dedicação intensa Para chegar ao tão sonhado curso, Cecília focou nos estudos e apostou na constância como estratégia para alcançar o resultado. "Costumava assistir a três ou quatro aulas por dia. Cada uma tinha, em média, 1h30. Parei de assistir às aulas e comecei a resolver apenas as provas do Exato, até que chegou um ponto em que descobri os padrões das questões e corri para o abraço”, explicou. Além da rotina de estudos regrada e da dedicação à resolução de questões, Cecília também enfrentou o desafio de domar a ansiedade e lidar com os altos e baixos emocionais. “Organizei uma rotina. Estudava praticamente todos os dias, fazia muitas revisões e resolvia muitas questões, porque isso me ajudava a entender como as provas funcionavam. Também tive que aprender a lidar com momentos de cansaço e ansiedade", comentou. Carimbo especial A expectativa pela aprovação não era apenas de Cecília. A mãe, Iraneide Sousa Leite, também aguardava a realização do sonho da filha e, por isso, decidiu, há dois anos, fazer um carimbo com o nome “Dra. Cecília Leite”. "Às vezes, ela madrugava estudando e sempre acompanhava essa rotina. Às vezes, ela falava: 'Mãe, vou dar aula para você, porque assim eu aprendo mais fácil. E assim fazíamos. E deu certo. Ainda hoje me emociono. Não foi fácil, mas ela conseguiu", contou. Cecília ao lado da mãe, Iraneide Sousa Leite Cecília Leite/Arquivo pessoal Iraneide é servidora pública e estava no trabalho quando o resultado saiu. Ela e a filha combinaram que, se a aprovação chegasse, Cecília daria a notícia pessoalmente. “Estávamos aflitas. Fui trabalhar e a deixei em casa meio chorosa. Falei para ela: ‘Filha, se sair o resultado hoje, não me liga, vá ao meu trabalho’. Quando cheguei, pouco tempo depois ela entrou na minha sala, aos berros, dizendo que a matrícula tinha sido deferida. Caí no choro, de alívio e de sensação de dever cumprido.” Com o início das aulas, Cecília está tendo contato com as primeiras disciplinas do curso. “Sou muito grata a Deus, aos meus pais e aos meus amigos, que estiveram comigo em todos os momentos dessa caminhada", finalizou. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.