Motorista que atropelou paratleta em corrida de rua em Manaus tem prisão preventiva decretada pela Justiça

Paratleta é atropelada durante corrida no Dia Internacional da Mulher em Manaus O motorista suspeito de atropelar a paratleta Marleide Sales da Silva, 52 anos,...

Motorista que atropelou paratleta em corrida de rua em Manaus tem prisão preventiva decretada pela Justiça
Motorista que atropelou paratleta em corrida de rua em Manaus tem prisão preventiva decretada pela Justiça (Foto: Reprodução)

Paratleta é atropelada durante corrida no Dia Internacional da Mulher em Manaus O motorista suspeito de atropelar a paratleta Marleide Sales da Silva, 52 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia no Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam). O acidente aconteceu no domingo (8), durante uma corrida de rua em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, em Manaus. Marleide foi atingida no cruzamento da Avenida João Valério com a Avenida Maceió, no bairro Adrianópolis. Ao passar pelo local, Marleide foi surpreendida pelo carro que, mesmo com a sinalização e orientação de agentes de trânsito para que parasse, invade o percurso e atinge a mulher. (Assista acima). O Tjam informou que, após a audiência de custódia e cumpridas as formalidades legais, a prisão foi mantida conforme o Código de Processo Penal. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp No dia do atropelamento a defesa do motorista esteve na delegacia, mas não se manifestou após se procurada pela reportagem da Rede Amazônica. ➡️LEIA TAMBÉM: Passageiro tem braço arrancado em acidente após 'racha' entre lotações em avenida de Manaus Câmera de segurança registra momento em que paratleta é atropelada em Manaus. Reprodução/CCC O que diz a vítima Em entrevista exclusiva à Rede Amazônica, Marleide revelou detalhes sobre o que se recorda do acidente. Ela, que conquistou o ouro na edição de 2025 da São Silvestre na categoria PCD feminino, explica que estava feliz após dar a largada na frente de outros competidores. Ao passar pela Avenida Macéio, foi atingida por trás e desmaiou. "Ali eu perdi os sentidos e acordei já na ambulância. Alguém me contou que eu dei o celular, a senha e o nome da minha filha para alguém procurar e ligar pra ela, mas eu não lembro dessa parte. Eu só lembro dentro da ambulância, eles fazendo o atendimento ali." O impacto danificou totalmente a cadeira usada pela paratleta para competir. Apesar dos danos materiais, ela acredita que o acidente poderia ter um desfecho trágico por detalhes. "Foi um livramento de Deus porque se eu adiantasse um pouco mais ele tinha dado no meio da minha cadeira e provavelmente eu não estaria viva. Eu só chorava ali sentindo muita dor, eu estou sentindo dor ainda, mas estou sob efeito de remédios", diz. Marleide também sofreu fraturas nas duas clavículas e ferimentos pelo corpo. Ela foi encaminhada para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde recebeu atendimento médico e foi liberada. Segundo ela, o desafio agora é conseguir retomar a rotina sem a independência que é acostumada a ter. "Eu sendo cadeirante só uso os braços. Faço força com os braços, pra ir no banheiro uso os braços e com as duas partes da clavícula quebrada, eu vou ficar de molho. Eu não posso nem comer sozinha, não posso levantar a colher até a boca", desabafa a paratleta. Enquanto se recupera, Marleide espera que a justiça seja feita. "Para que aquilo que aconteceu comigo hoje não aconteça com mais ninguém, a lei deve ser mais severa, deve ter punição. Eu espero que esse caso não passe em branco, que não seja mais uma estatística", afirma. ➡️LEIA TAMBÉM: Vídeos mostram cavalo e policial caídos após acidente na avenida Pedro Teixeira em Manaus Paratleta Marleide Sales relembra atropelamento durante corrida de rua em Manaus. Daniel Ramos/Rede Amazônica