Moradores do Segundo Distrito são os que mais sentem insegurança em Rio Branco, mostra estudo

Regionais Belo Jardim concentra a maior sensação de insegurança, com nota 4,4 de 5 Reprodução/Google Street View Moradores de sete das 10 regionais da capi...

Moradores do Segundo Distrito são os que mais sentem insegurança em Rio Branco, mostra estudo
Moradores do Segundo Distrito são os que mais sentem insegurança em Rio Branco, mostra estudo (Foto: Reprodução)

Regionais Belo Jardim concentra a maior sensação de insegurança, com nota 4,4 de 5 Reprodução/Google Street View Moradores de sete das 10 regionais da capital acreana consideram o bairro em que moram violento. Foi o que mostrou a primeira edição da Pesquisa de Vitimização em Rio Branco, feito pela Universidade Federal do Acre (Ufac) em parceria com outras instituições. Conforme a pesquisa, as regionais Belo Jardim e Vila Acre, no 2º Distrito da capital, concentram a maior sensação de insegurança entre moradores. Em uma escala de zero a cinco, ambas receberam nota média de 4,4 dos entrevistados. ✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Na regional Calafate, que abrange 11 bairros, a média foi de 4,2. A mesma nota foi registrada no bairro 6 de Agosto. Além disso, as regionais Tancredo Neves, Floresta e Baixada da Sobral tiveram nota 4,1. Conforme o professor dr. Ermício Sena, coordenador do estudo, o resultado indica que a percepção de violência não está associada apenas à experiência individual de vitimização, mas também à exposição a contextos locais de violência bem como a criminalidade. Mais de 39 mil casos de crimes cibernéticos deixam de ser registrados por medo no AC LEIA MAIS: Conflitos entre facções criminosas são principal motivação de homicídios no Acre, revela estudo Atlas da Violência: Com mais de 170 mortes violentas, Acre registra menor nº de homicídios em 10 anos "Tem muitas pessoas que não fazem o registro de ocorrência quando há algum problema, pois acham que isso vai piorar a situação e que não vai ser resolvido. Isso é uma cifra obscura que é importante na hora de diagnosticar a situação da segurança e medir a percepção de insegurança das pessoas", avaliou. Regionais Belo Jardim e Vila Acre, no 2º Distrito da capital, concentram a maior sensação de insegurança entre moradores Arte g1 Cenário acentuado A percepção de insegurança é maior entre mulheres, pessoas com menor renda e com menor nível de escolaridade, o que indica maior exposição a contextos de vulnerabilidade. 76,9% das mulheres entrevistadas afirmaram se sentir inseguras 4,1% dos entrevistados relataram ter sido vítimas de roubo de objetos de valor nos últimos 12 meses. Desse total, 45,7% citaram crimes em vias públicas, enquanto 40% aconteceram dentro de residências. Os celulares aparecem como os itens mais visados pelos criminosos. A pesquisa ouviu 800 pessoas em diferentes regiões da capital e analisou a percepção da população em relação à diversos crimes. Em uma escala de zero a cinco, a média atribuída pelos rio-branquenses foi de 4,1, o que indica que 70% dos moradores consideram a capital do Acre, violenta para se viver. Pesquisa de Vitimização A pesquisa ocorreu através do Grupo de Pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, da Ufac, liderado pela professora drª. Marissol Brandt. Outro recorte mostrou que o medo de retaliação levou mais de 35 mil vítimas a não denunciar crimes cibernéticos na capital. A conselheira Naluh Gouveia considerou preocupantes os dados da pesquisa e ressaltou que os números representam situações reais enfrentadas pela população. "Quando um governante diz que a cidade ou estado é seguro, é porque na maioria das vezes, essa cifra está escondida", completou. Para o estudo, foi contratado o Instituto Pesquisas de Opinião (IPO), através da Fundação de Apoio e Desenvolvimento Ensino e Pesquisa Universitária no Acre (Fundape). Os entrevistados tinham a partir de 16 anos. O lançamento contou com um seminário no Tribunal de Contas do Acre (TCE-AC). Reveja os telejornais do Acre