Mario Frias nega que emenda para ONG ligada à produtora do filme de Bolsonaro foi para 'qualquer produção cinematográfica'
O deputado Mario Frias (PL-SP) disse nesta segunda-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a afirmação de que teria destinado emendas parlamentares p...
O deputado Mario Frias (PL-SP) disse nesta segunda-feira (25) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a afirmação de que teria destinado emendas parlamentares para que fossem direcionadas ao filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, é "absolutamente falsa, desprovida de qualquer lastro probatório e difamatória". 🎥 O filme "Dark Horse" (termo em inglês para "azarão") está em evidência após reportagens revelarem que a produção teria sido financiada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele está preso em Brasília. O senador Flávio Bolsonaro (PL) admitiu ter intermediado as negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro — que chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso. O Supremo tentava há mais de dois meses intimar Frias para que ele preste explicações a um pedido de apuração feito pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) para o que chamou de "ecossistema" de empresas comandado por Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção de "Dark Horse". Agora no g1 Produtor executivo do filme, Mário Frias teria destinado R$ 2 milhões em duas emendas para a ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora de "Dark Horse". A defesa de Mário Frias pediu o arquivamento da apuração. "Não há, nos Autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica. A alegação é puramente especulativa e baseada em uma suposta associação ilícita entre pessoas jurídicas que, segundo a denunciante, 'compartilham endereço' — argumento frágil, insuficiente e juridicamente irrelevante para sustentar qualquer irregularidade". Deputado federal Mario Frias (PL-SP) Bruno Spada/Câmara dos Deputados Os advogados apontam que uma análise feita pela área técnica da Câmara não identificou irregularidades na apresentação das duas emendas. "Tais documentos — oficiais, técnicos e subscritos por autoridades competentes — desmontam por completo a frágil narrativa da denunciante, que se baseia exclusivamente em reportagens jornalísticas e ilações sem qualquer suporte probatório minimamente robusto". A defesa sustenta que a destinação da verba é para "projetos de inclusão digital, letramento e empreendedorismo e esportes para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social — finalidade pública, social e constitucionalmente legítima". Segundo a manifestação, como ainda não está no prazo para a prestação de contas dos valores, "qualquer alegação de suposto desvio ou irregularidade na execução é, neste momento, prematura e infundada, pois o processo de prestação de contas está em curso, sem qualquer apontamento de irregularidade pelos órgãos de controle competentes (CGU, TCU e CONOF)". R$ 2 milhões para ONG Produtor executivo do filme, Mário Frias teria destinado R$ 2 milhões em duas emendas para a ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse. Em 21 de março, o ministro Flávio Dino determinou que Mário Frias se manifestasse em 5 dias sobre os fatos relatados pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) em uma ação no STF que pede apuração dos repasses. No dia 14 de abril, o STF registrou que um oficial de Justiça fez três tentativas de intimar Mário Frias no gabinete parlamentar, mas não teve sucesso. Na sequência, Dino determinou que a Câmara informasse os endereços de Frias em Brasília e São Paulo. Na última semana o oficial fez novas buscas para estabelecer contato com Frias, mas não obteve sucesso. No dia 15 de abril, Flávio Dino abriu uma apuração preliminar sobre a destinação, por parte de deputados do PL, de emendas a ONGs ligadas à produtora do filme "Dark Horse".