'Mais tatuado do Brasil' abandona curso de teologia por problemas de saúde e precisa voltar ao RS

'Mais tatuado do Brasil' fala sobre remoção dos desenhos do rosto Há cerca de quatro anos, o fotógrafo Leandro de Souza, de 37 anos, que já foi considerado...

'Mais tatuado do Brasil' abandona curso de teologia por problemas de saúde e precisa voltar ao RS
'Mais tatuado do Brasil' abandona curso de teologia por problemas de saúde e precisa voltar ao RS (Foto: Reprodução)

'Mais tatuado do Brasil' fala sobre remoção dos desenhos do rosto Há cerca de quatro anos, o fotógrafo Leandro de Souza, de 37 anos, que já foi considerado o "homem mais tatuado do Brasil", mudou de vida ao começar a frequentar uma igreja evangélica e se converter. O morador de Bagé, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, está na reta final da remoção das tatuagens do rosto e já passou por seis sessões de laser para eliminar os desenhos. ➡️ O homem chegou a ter 95% do corpo coberto por mais de 170 tatuagens, feitas ao longo de duas décadas. A marca foi registrada oficialmente em um evento internacional realizado em Santa Rosa, no Noroeste do RS. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Souza chegou a se mudar para Petrolina, em Pernambuco, em fevereiro deste ano, após ganhar uma bolsa de estudos no Seminário Evangélico Betânia (SEB), para cursar teologia. Ele ficaria por quatro anos na instituição, mas, devido a problemas de saúde, retornou ao RS neste mês, após concluir um semestre de estudos. Ele foi diagnosticado com insuficiência renal. "A princípio, eu iria precisar de hemodiálise, porque os rins não estão funcionando bem, está oscilando ainda. Ainda estou sob orientação médica, cuidando da alimentação, fiz ecografia, tomografia. E também foi constatado um problema na próstata", conta. Ele afirma que não teria condições de permanecer na instituição durante o tratamento, pois os estudantes dividem o tempo entre trabalho, no turno da manhã, e estudos, à tarde. "Tinha uma parte laboral de manhã, porque era um internato. De manhã, nós cuidávamos do sítio e tudo, então tinha que rachar lenha, capinar, enfim, eu não podia fazer isso." A recomendação médica é de que ele não faça esforço físico. Agora, em casa, ele explica que segue com o tratamento e que não precisará passar por hemodiálise. "Estou com dois tipos de medicações e cuidando da alimentação. É totalmente regrado, hoje é outra vida." Ele acredita que os problemas de saúde possam ter relação com seus hábitos anteriores, como o uso de drogas. "Acredito que tenham sido meus excessos no passado com as drogas. O meu testemunho é público. Eu me arrependo, mas hoje eu falo abertamente para ajudar mais pessoas." Outro desafio recente foi a perda da mãe, que faleceu em dezembro do ano passado. Leandro é filho único e herdou a casa da família, mas relata dificuldades em se manter como fotógrafo autônomo. Se tivesse que pagar pela remoção das tatuagens, ele não teria condições. O procedimento é realizado gratuitamente pela equipe de um profissional que se sensibilizou com sua história. O tratamento de saúde não impede que ele siga com a remoção das tatuagens. "Acredito que daqui uns dois, três meses eu já consiga fazer a sétima sessão e cada vez o rosto vai ficar mais limpo." As sessões são feitas em Franco da Rocha (SP). "Estou muito satisfeito com o resultado, acredito que até a próxima sessão já esteja bem melhor, está ficando cada dia melhor." Este ano, Leandro vai publicar um livro, com previsão de lançamento para dezembro. A obra, em formato de testemunho, contará sua história de vida até a conversão religiosa, que gerou a mudança de aparência. Ele também pretende lançar um podcast. Infográfico - Cronologia da conversão religiosa até a remoção de tatuagens do "mais tatuado do Brasil" Arte/g1 Morador de Bagé, no RS, Leandro de Souza chegou a ter 95% do corpo coberto por tatuagens Reprodução/Redes sociais VÍDEOS: Tudo sobre o RS