Mãe de bebê entregue para adoção de forma ilegal quer recém-nascido de volta: ‘Quero justiça’
Polícia Civil ouve mãe de bebê que teria sido vendido para casal, em Goiânia A mãe do bebê entregue para adoção de forma ilegal em Goiânia quer o recé...
Polícia Civil ouve mãe de bebê que teria sido vendido para casal, em Goiânia A mãe do bebê entregue para adoção de forma ilegal em Goiânia quer o recém-nascido de volta e pede justiça. De acordo com a advogada da mulher, não existiu a hipótese de venda da criança. O bebê segue sendo cuidado em um abrigo enquanto as investigações são apuradas. A mãe do bebê, que preferiu não ser identificada, falou com a TV Anhanguera e disse que está sendo muito difícil ficar longe do filho. Ela espera que tudo seja resolvido logo. "Estou aqui só como mãe, e eu quero justiça e o meu filho de volta", disse à reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp A advogada da mãe, Kesia Oliveira, contou à reportagem que os valores gastos pelas duas mulheres que estavam com a guarda do bebê seriam para ajudar em despesas de consultas, exames e no parto. Ainda segundo a advogada, nunca existiu hipótese sobre a venda do bebê. "Jamais teve a hipótese de venda da criança. Foram feitos [os pagamentos] para ajudar o bebê em consultas, exames, no parto. Não tem nenhuma prova que comprove que queria vender ou que vendeu a criança", disse. Ainda segundo Kesia, a mãe do recém-nascido achou que as mulheres iriam ajudar e possivelmente ser madrinhas do bebê. "Iam ter relações como parentes de fato, amigas, madrinhas", afirmou. Recém-nascido de apenas 17 dias foi resgatado pelo Conselho, em Goiás Reprodução/Instagram de Rondinelly Ná LEIA TAMBÉM: Veja o que se sabe sobre o caso do bebê entregue para adoção de forma ilegal, em Goiás Mãe de bebê entregue à adoção de forma ilegal passou procuração para casal, diz conselho Recém-nascido é resgatado após ser entregue para adoção de forma ilegal, em Goiás Entenda o caso Um recém-nascido de apenas 17 dias foi resgatado pelo Conselho Tutelar de um esquema irregular de adoção, em Goiânia, de acordo com o órgão. Segundo o conselheiro Rondinelly Ná, o próprio casal que adotou a criança registrou um boletim de ocorrência após a mãe biológica se arrepender de ter entregado o bebê. Ajuda financeira De acordo com Rondinelly, as duas mulheres teriam ajudado financeiramente a mãe, com exames médicos, alimentação e até custeando o parto em um hospital particular. Arrependimento da mãe Rondinelly disse, ainda, que, depois de entregar a criança, a mãe teria demonstrado arrependimento e ameaçado o casal, dizendo que as denunciaria por sequestro. Segundo ele, a mãe registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e do Adolescente (DPCA) de Goiânia. Procuração De acordo com Rondinelly, as duas mulheres que procuraram o Conselho Tutelar apresentaram uma procuração que lhes dava "poderes totais" para cuidar do bebê. Segundo ele, as mulheres relataram que tinham ido à Delegacia Central de Flagrantes e registrado um boletim de ocorrência por ameaças feitas pela mãe biológica. Suposto crime O conselheiro explicou que a forma como a adoção foi conduzida, com a ajuda financeira, pode ser considerada "adoção dirigida", o que pode ser considerado crime no Brasil. Segundo ele, apenas guarda, tutela ou curatela, concedidas por decisão judicial, permitem que alguém fique legalmente responsável por uma criança. A equipe orientou as mulheres sobre os riscos da situação, incluindo consequências futuras para a criança e possíveis implicações judiciais ou criminais para elas. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás