Gilmar Mendes defende que inquérito das fake news seja mantido 'pelo menos até as eleições'
Renata Lo Prete entrevista o minsitro do STF, Gilmar Mendes O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu que o inquérito das fake news...
Renata Lo Prete entrevista o minsitro do STF, Gilmar Mendes O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, defendeu que o inquérito das fake news continue aberto pelo menos até as eleições. A fala foi feita em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, no Jornal da Globo, nesta quarta-feira (22). ➡️O inquérito das fake news tem como objetivo apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático. Ele foi aberto em março de 2019 pelo STF e está sob a relatoria de Alexandre de Moraes. "Eu tenho a impressão de que o inquérito continua necessário e ele vai acabar quando terminar. É preciso que isso seja dito em alto e bom som. O tribunal tem sido vilipendiado, veja por exemplo a coragem, eu diria a covardia, do relator da CPI do Crime Organizado de atacar a Corte, pedir indiciamento de pessoas, não cuidando de quem efetivamente cometeu crimes. Isto pode ser deixado assim? Acho que não, é preciso que haja resposta”, afirmou Gilmar. "Eu acho que foi um momento importante do Supremo ter aberto o inquérito e de mantê-lo pelo menos até as eleições", continuou. Ao falar do relator da CPI do Crime Organizado, o ministro se refere ao senador Alessandro Vieira, do MDB, que pediu o indiciamento de três ministros do STF: Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O pedido foi negado pela comissão. LEIA TAMBÉM: Gilmar Mendes diz que Alessandro Vieira 'esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o STF' Pedido de inclusão de Zema Na segunda-feira (20), Gilmar Mendes pediu a Alexandre de Moraes que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seja investigado no inquérito. Em entrevista ao Estúdio i da GloboNews, Zema afirmou que ainda não foi notificado a respeito do pedido para ser incluído no inquérito. "Eu não fui notificado. Parece que tem sido um modus operandi do Supremo, em especial de alguns ministros, fazerem isso sem dar o devido direito de defesa à outra parte, de forma que tudo é sigiloso e, quando você toma conhecimento [da investigação], já está num estágio mais avançado", disse. O pedido ocorre após Zema ter divulgado, no mês passado, nas redes sociais, vídeo com críticas ao Supremo e aos ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli no contexto do caso Master. No vídeo, os ministros são retratados como fantoches. No pedido, Gilmar argumenta ter tomado conhecimento do vídeo em 5 de março e menciona que o conteúdo "vilipendia" não apenas a honra e a imagem do Supremo como a dele também. Segundo interlocutores do Supremo, Moraes encaminhou o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ministro Gilmar Mendes pediu mais tempo para analisar o caso. Andressa Anholete/SCO/STF