Gastos com previdência são os que mais pesam nas contas públicas; rombo do INSS em 2025 foi de mais de R$ 320 bilhões

Gastos com previdência são as despesas que mais pesam nas contas do governo Os gastos com previdência são as despesas que mais pesam nas contas do governo. ...

Gastos com previdência são os que mais pesam nas contas públicas; rombo do INSS em 2025 foi de mais de R$ 320 bilhões
Gastos com previdência são os que mais pesam nas contas públicas; rombo do INSS em 2025 foi de mais de R$ 320 bilhões (Foto: Reprodução)

Gastos com previdência são as despesas que mais pesam nas contas do governo Os gastos com previdência são as despesas que mais pesam nas contas do governo. A diferença entre o que foi arrecadado para pagar benefícios, aposentadorias e pensões e o que o governo federal teve que colocar a mais para honrar os compromissos do INSS, setor público e militares foi de R$ 436 bilhões. A maior parte desse dinheiro foi para cobrir o déficit da previdência do INSS: mais de R$ 320 bilhões – R$ 17 bilhões a mais do que em 2024. Para a previdência dos servidores públicos, o governo teve que colocar mais de R$ 62 bilhões para fechar as contas – R$ 7 bilhões a mais do que no ano passado. Para pagar aposentadorias e pensões dos militares das Forças Armadas, o governo teve que entrar com R$ 53 bilhões – R$ 2 bilhões a mais do que em 2024. Quando se traça uma linha com o aumento dos gastos com o regime geral de previdência do INSS ao longo de uma década, o quadro é ainda mais preocupante. Em 2016, as despesas ficaram em R$ 500 bilhões. Em 2025, elas dobraram: ultrapassaram pela primeira vez a casa do trilhão de reais. O economista Leonardo Rolim afirma que uma nova reforma da previdência do INSS é inevitável e urgente: "Mais importante do ponto de vista fiscal, é uma reforma previdenciária. Como falei: o Brasil está envelhecendo, envelhecendo muito rapidamente, e a gente precisa ajustar o nosso regime e buscar mudar a forma de custeio, que é o antídoto para esse grande desafio demográfico que a gente tem. Se a gente tivesse agido mais cedo, seria mais fácil resolver o problema. Quanto mais a gente demora, mais envelhecido o país está, mais difícil é a solução, mais amargos vão ter que ser os remédios a serem adotados”, afirma Leonardo Rolim, ex-presidente do INSS e ex-secretário da Previdência. Uma reforma na Previdência depende da vontade política do governo e do Congresso. Assim como uma reforma administrativa que controle os supersalários e revise as carreiras dos servidores públicos. O deputado Pedro Paulo, do PSD, apresentou uma proposta de reforma e discutiu o texto ao longo de 2025. O debate que mexe na Constituição foi adiado para 2026. Gastos com previdência são os que mais pesam nas contas públicas; rombo do INSS em 2025 foi de mais de R$ 320 bilhões Jornal Nacional/ Reprodução E 2026 começa com uma pressão sobre os gastos públicos. Por lei, benefícios previdenciários e assistenciais acompanham o valor do salário mínimo. Eles aumentam na proporção do reajuste do mínimo. O governo Lula propôs e o Congresso aprovou a política de valorização do mínimo – que passou a prever aumento acima da inflação. De acordo com cálculos do próprio governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo, a despesa da seguridade social sobe em cerca de R$ 400 milhões. O economista Rogério Nagamine afirma que essa situação é insustentável a curto prazo: " Nós temos uma situação em que dois a cada três benefícios do INSS são de salário mínimo. Então tem um impacto muito grande essa política de valorização de salário mínimo. Não só no INSS, mas também em outras políticas como abono e seguro-desemprego. Na verdade, tem impacto grande na seguridade social como um todo. A gente está falando de um volume muito grande de benefícios que estão vinculados ao salário mínimo”.