Foragido após condenação pelo STF por atos golpistas morre na Argentina
José Eder Lisboa, de São Carlos, foi preso durante invasão terrorista em Brasília Reprodução/Facebook O adestrador de cães de São Carlos (SP) José Eder...
José Eder Lisboa, de São Carlos, foi preso durante invasão terrorista em Brasília Reprodução/Facebook O adestrador de cães de São Carlos (SP) José Eder Lisboa, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 14 anos e seis meses de prisão em regime fechado por participação nos atos golpistas em Brasília (DF), em 8 de janeiro de 2023, morreu na noite da última sexta-feira (27). A morte do adestrador de cães foi divulgada pela Associação dos Familiares e Vítimas (ASFAV) do 08 de janeiro nas redes sociais. De acordo com a publicação, José estava na Argentina. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram Foragido, de acordo com a ASFAV, José estava longe da família e do país. Ele adoeceu e ficou por vários dias internado em um hospital no país vizinho, onde não resistiu e morreu. A advogada Carolina Siebra, que representa a ASFAV e o adestrador de cães, confirmou a morte dele ao g1 neste sábado (28). De acordo com a advogada, José teve um problema de saúde no final do ano passado, que foi tratado inicialmente como botulismo, doença neurológica causada pela toxina da bactéria Clostridium botulinum, mas depois foi descoberto que tratava-se da Síndrome de Guilliand Barré. Trata-se de uma doença autoimune onde o sistema imunológico ataca os nervos periféricos, causando fraqueza muscular rápida, formigamento e, em casos graves, paralisia. Carolina informou que José estava em recuperação, mas não resistiu e morreu. Os familiares pretendem trazer o corpo do adestrador de cães, que está sendo velado na Argentina, para o Brasil. O g1 entrou em contato com o Itamaraty, mas não obteve retorno até a última publicação desta reportagem. Adestrador de cães condenado pelo STF por atos golpistas no DF morreu foragido na Argentina ASFAV Condenação O julgamento virtual começou em 14 de junho e foi finalizado na noite de 21 de junho de 2024. Lisboa foi condenado pelos seguintes crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; dano qualificado; deterioração do Patrimônio tombado; associação criminosa armada. STF condena morador de São Carlos por atos golpistas em janeiro de 2023 Além da pena restritiva de liberdade, Lisboa também foi condenado a 1 ano e seis meses de detenção e o pagamento de 100 dias-multa no valor de 1/3 do salário mínimo, o que fica R$ 43,4 mil. Ele também foi condenado a pagar indenização de danos morais coletivos de R$ 30 milhões que deverá ser dividido entre os demais condenados. No interrogatório, Lisboa alegou que entrou no Palácio para se proteger de bombas, não arrombou nada e não participou de vandalismo. Ele se tornou réu em maio de 2023 e teve a prisão revogada em agosto, permanecendo em liberdade com diversas restrições. Mais notícias da região: CRIME: Suspeito de armazenar e divulgar vídeos sexuais com menores é preso pela PF no interior de SP SAÚDE: Hospital Universitário da UFSCar inaugura 52 novos leitos com investimento de R$ 33 milhões SUSPEITO MORTO: Suspeito de assaltar loja é morto após apontar arma para a polícia em abordagem no interior de SP Outros condenados Lisboa foi o último morador da região a ser condenado pelo STF. Edson Carlos Campanha e Moisés dos Anjos, ambos de Leme (SP), já tinham sido julgados e condenados. O corretor de imóveis Edson Carlos Campanha foi condenado pelo STF a 17 anos de prisão em regime fechado. Corretor de imóveis de Leme (SP) Edson Carlos Campanha tinha no celular fotos e vídeos de invasão no DF Reprodução O marceneiro Moisés dos Anjos foi condenado a 17 anos de prisão. Moisés dos Anjos, morador de Leme, que foi preso durante os atos golpistas em Brasília Reprodução Ataques no DF O ataque à democracia é sem precedentes na história do Brasil. Os bolsonaristas radicais quebraram vidraças e móveis, vandalizaram obras de arte e objetos históricos, invadiram gabinetes de autoridades, rasgaram documentos e roubaram armas que estavam no Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto. Na maior parte dos casos, as pessoas envolvidas gravaram a ação e publicaram em suas próprias redes sociais. Na época da invasão, 2.151 pessoas foram presas. Retrospectiva 2023: os ataques de 8 de janeiro REVEJA O VÍDEO DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara