Festival Viva Roraima oferece oficinas de produção de panelas de barro e artesanato
Festival Viva Roraima oferece oficinas de produção de panelas de barro e artesanato Nalu Cardoso/g1 RR A área chamada “Casa Roraima”, um dos destaques do...
Festival Viva Roraima oferece oficinas de produção de panelas de barro e artesanato Nalu Cardoso/g1 RR A área chamada “Casa Roraima”, um dos destaques do Festival Viva Roraima, apresenta a cultura de diversos povos indígenas, como Yanomami e Taurepang. Além disso, o espaço oferece oficinas gratuitas de produção de panelas de barro e de artesanato indígena. A programação segue até este domingo (26), no Parque Anauá, em Boa Vista. As atividades ocorrem das 17h às 22h. A programação é gratuita. O festival é promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o governo do estado. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp No local, mulheres fazem demonstrações da produção de fios a partir do algodão para a confecção de peças e do trançado com fibra de buriti. As oficinas permitem que os visitantes acompanhem e, em alguns casos, participem das atividades. Silva Raposo, de 52 anos, é uma das responsáveis pela oficina de panela de barro e vive na Raposa Serra do Sol, no município de Normandia, Norte do estado. Segundo ela, o projeto tem se destacado no evento. Na sexta-feira (24), seis pessoas se inscreveram; no sábado, o número subiu para 20. “A panela de barro é muito importante porque foi passada de geração em geração. Minha avó me ensinou a fazer. Ela viveu muitos anos com saúde. Eu acredito que isso também tem relação.” “Estou passando para minhas filhas e meus netos. Tenho um neto de 5 anos que já sabe fazer xícara e panelinhas. Minha neta, de 6 anos, também já sabe. Essas panelinhas aqui na mesa, por exemplo, ela me ajudou a fazer.” O corretor de imóveis Kennedy Ileus, de 28 anos, foi um dos visitantes. Ele é do povo Baniwa, do Amazonas, e contou que a família chegou a Roraima há cerca de 40 anos, trazida pelo avô. Segundo ele, o espaço “Remete um pouco à minha cultura, aos povos originários. Vi a canoa e isso me trouxe lembranças da infância. Foram coisas que despertaram boas memórias e me fizeram sentir acolhido aqui no estande", explicou. Na Casa Roraima, há também um espaço dedicado ao grafismo indígena — que, diga-se de passagem, é um dos mais movimentados, com fila de visitantes escolhendo as pinturas. Na Casa Roraima, há também um espaço dedicado ao grafismo indígena Nalu Cardoso/g1 RR A artista plástica Brenda David, de 21 anos, destacou que o momento é importante para os povos originários. “É um sistema de resistência e também de proteção, de força. O jenipapo, para nós, é sagrado. Esse é o momento de apresentar a nossa cultura por meio da pintura e de explicar o significado dela, o quanto isso é importante para a gente.” O diretor do Sebrae, Emerson Baú, destacou que a Casa Roraima apresenta a tradição e a cultura dos povos originários do estado, e tem um papel importante no combate ao "pré-conceito". “Permite que as pessoas conheçam a forma de vida e de produção desses povos. Principalmente crianças e jovens conseguem entender melhor e incluir a cultura indígena dentro da nossa cultura, passando a ter orgulho disso. Esse é o ponto mais relevante”, afirmou. Viva Roraima O encerramento do festival será com show da banda Biquini (ex-Biquini Cavadão), às 21h. A programação inclui apresentações de Jhon Mayson e Banda, Jokers e Garden, e também de quadrilhas juninas e danças indígenas. A área chamada “Casa Roraima”, um dos destaques do Festival Viva Roraima Nalu Cardoso/g1 RR Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.