EUA encomendam mais mísseis e sistemas de defesa e falam em colocar país em 'estado de guerra'
Míssil americano ATACMS em lançamento teste pelo Exército dos EUA em dezembro de 2021. John Hamilton/U.S. Army via AP, File O Pentágono anunciou nesta quart...
Míssil americano ATACMS em lançamento teste pelo Exército dos EUA em dezembro de 2021. John Hamilton/U.S. Army via AP, File O Pentágono anunciou nesta quarta-feira (25) acordos com indústrias de Defesa norte-americanas para acelerar a entrega de mísseis de precisão e quadruplicar a produção de sistemas avançados de defesa aérea. As medidas têm como objetivo colocar o país "em estado de guerra" e construir o que chamou de "Arsenal da Liberdade", segundo o Departamento de Guerra norte-americano. A pasta, porém, não deu mais detalhes sobre o que esses termos significam. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Foram dois os acordos anunciados pelo Pentágono nesta quinta para capacidades ofensivas e defensivas: um com a Lockheed Martin para acelerar a entrega de Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM, na sigla em inglês); outro com a Lockheed Martin e a BAE Systems para quadruplicar a produção de sistemas antimísseis THAAD. "Ao focar nesses elementos essenciais da base industrial, o Departamento de Guerra busca garantir que essa capacidade de ataque de longo alcance seja entregue aos combatentes de forma mais rápida e eficiente do que nunca", afirmou a pasta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Lockheed Martin, uma das maiores indústrias militares dos EUA, afirmou os Mísseis de Ataque de Precisão são uma nova geração de projéteis de precisão superfície-superfície e "oferecem capacidades aprimoradas de ataques de longo alcance e para neutralizar, suprimir e destruir alvos em profundidade". Esses mísseis têm alcance de até 500 km, segundo a empresa. O THAAD é o sistema antimísseis mais avançado e versátil do Exército dos EUA, projetado para interceptar mísseis balísticos de curto, médio e intermediário alcance na fase final de voo, tanto dentro quanto fora da atmosfera. Os acordos foram anunciados enquanto os EUA travam uma guerra contra o Irã que vai completar um mês nesta semana, com relatos de negociações por cessar-fogo. Desde o início do mandato, o governo Trump tem utilizado o Exército para aplicar pressão onde acha necessário e já declarou querer eliminar a China, a Rússia e os cartéis de drogas do Hemisfério Ocidental. Trump também realizou intervenções militares no Irã em 2025 e na Venezuela no início deste ano. O subsecretário de Guerra para Aquisição e Sustentação, Michael Duffey, afirmou que os EUA estão iniciando a construção "veloz e urgente" do "Arsenal da Liberdade" com os acordos recentes. “Ao capacitar a indústria a investir na linha de produção, estamos criando uma vantagem decisiva e duradoura para nossos combatentes superarem qualquer adversário em potencial”, disse Duffey. Os sistemas antimísseis THAAD têm sido utilizados junto baterias Patriot para abater mísseis e drones iranianos lançados contra Israel e países do Golfo Pérsico em meio à guerra no Oriente Médio Sobre a expansão da produção dos sistemas THAAD, o Departamento de Guerra disse estar "adotando uma nova forma de atuação, focada em velocidade, volume e na obtenção de superioridade decisiva sobre qualquer ameaça".