Depósito clandestino onde ambulantes guardam materiais na orla do Rio tem até criação de galinhas; FOTOS

Depósito clandestino onde ambulantes guardam materiais na orla do Rio tem desordem A poucos metros da Praia de Ipanema, um prédio usado como depósito clandes...

Depósito clandestino onde ambulantes guardam materiais na orla do Rio tem até criação de galinhas; FOTOS
Depósito clandestino onde ambulantes guardam materiais na orla do Rio tem até criação de galinhas; FOTOS (Foto: Reprodução)

Depósito clandestino onde ambulantes guardam materiais na orla do Rio tem desordem A poucos metros da Praia de Ipanema, um prédio usado como depósito clandestino para ambulantes reúne barracas, cadeiras, mercadorias amontoadas e até uma criação de galinhas. O imóvel funciona sem qualquer identificação oficial e foi flagrado pela reportagem do RJ1 dias depois de a Prefeitura do Rio anunciar um programa para combater a exploração irregular da orla por facções criminosas. O local foi escolhido pelo município para ser desapropriado e transformado em um depósito público destinado a ambulantes legalizados. Na fachada do prédio, é possível ver a sigla de uma facção criminosa. No interior, equipamentos de trabalho e produtos são armazenados em condições precárias. Além das mercadorias, a reportagem encontrou galinhas sendo criadas no imóvel. Segundo a prefeitura, existem atualmente 22 depósitos clandestinos que dão suporte ao comércio na orla da Zona Sul. O município afirma que esses espaços fazem parte da estrutura usada para a exploração irregular das praias e estão entre os alvos do novo programa de fiscalização. Depósito clandestino onde ambulantes guardam materiais na orla do Rio tem até criação de galinhas Reprodução/TV Globo De acordo com a Associação do Comércio Legalizado de Praia, todos os depósitos atualmente utilizados por ambulantes na cidade funcionam de forma irregular. Trabalhadores ouvidos pela reportagem afirmam que pagam cerca de R$ 100 por semana para guardar os equipamentos nesses locais, sem qualquer contrato ou fiscalização. Os ambulantes também relatam que, em algumas áreas da orla, sofrem pressão para pagar taxas impostas por criminosos para continuar trabalhando. Quem se recusa, segundo eles, pode perder o ponto de venda ou ser obrigado a procurar outro local para exercer a atividade. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Atualmente, pouco mais de mil ambulantes têm licença para trabalhar no trecho da orla entre o Leme e o Leblon. A prefeitura, no entanto, estima que exista praticamente o mesmo número de pontos de venda irregulares. Depósito clandestino onde ambulantes guardam materiais na orla do Rio tem até criação de galinhas Reprodução/TV Globo Um relatório de inteligência do município aponta que a exploração ilegal do espaço público na orla rende cerca de R$ 100 milhões por ano ao crime organizado. Na quarta-feira (8), a Prefeitura do Rio anunciou um pacote de medidas para combater a ocupação irregular das praias. Entre as ações previstas estão fiscalização diária, controle de acesso à orla, apreensão de mercadorias irregulares, combate aos depósitos clandestinos e reforço do policiamento em parceria com as forças de segurança do estado. As ações devem começar na próxima quinta-feira (16) em um trecho de 8,5 quilômetros entre o Leme e o Leblon. A Prefeitura do Rio informou que, somente em junho, realizou 2.673 apreensões de mercadorias sem nota fiscal na orla da Zona Sul. Em nota, a Polícia Civil afirmou que mantém ações permanentes de inteligência para identificar e desarticular a atuação de facções criminosas na região. Depósito clandestino onde ambulantes guardam materiais na orla do Rio tem até criação de galinhas Reprodução/TV Globo