Dengue: agentes ficam sem entrar em quase metade das casas durante vistorias em Ribeirão Preto
Agentes não conseguem entrar em 40% das casas durante vistorias contra dengue em Ribeirão A Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto (SP) enfrenta dificuldade...
Agentes não conseguem entrar em 40% das casas durante vistorias contra dengue em Ribeirão A Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto (SP) enfrenta dificuldades para controlar os criadouros do mosquito Aedes aegypti neste verão. Segundo a pasta, cerca de 40% dos imóveis visitados pelas equipes estão fechados ou têm a entrada recusada pelos moradores, o que compromete o trabalho de prevenção da dengue. Os agentes de controle de endemias percorrem bairros definidos a partir da concentração de casos suspeitos ou confirmados, densidade populacional e características da região. A visita é feita de casa em casa, com orientação aos moradores e inspeção de quintais, calhas, ralos, caixas d’água e recipientes que possam acumular água. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Quando não há acesso ao imóvel, a vistoria fica pendente e a equipe programa uma nova tentativa. “É bastante comum. A gente sabe que tem gente que sai para trabalhar, mas tem gente que não atende mesmo. A pessoa nos ouve, mas fica lá dentro e insiste em não atender”, afirma o agente de controle de endemias Luís Henrique Jardim. 40% dos imóveis visitados pelos agentes da Vigilância em Saúde de Ribeirão Preto (SP) estão fechados ou têm a entrada recusada pelos moradores Reprodução EPTV Ele explica que a recusa ou ausência dificulta a continuidade do trabalho, inclusive para ações posteriores, como a nebulização. “A gente precisa ter uma quantidade de casas vistoriadas para depois realizar outras etapas. Precisa ter efetividade no primeiro trabalho, que é o controle dos criadouros.” De acordo com a subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi, todos os imóveis não avaliados entram em uma lista de revisita. “Aquele domicílio que não conseguimos avaliar fica pendente. Fazemos uma segunda tentativa para orientar o morador sobre eliminação de focos, medidas simples e controle mecânico, tudo para reduzir a infestação.” Além da orientação, quando necessário, os agentes realizam tratamento focal com larvicida em recipientes que não podem ser removidos ou vedados. As ações ocorrem durante todo o ano e são intensificadas em períodos de maior transmissão. Mosquito do Aedes aegypti, transmissor da dengue Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas LEIA TAMBÉM Vacina contra a dengue: 27% das crianças e adolescentes estão imunizados na região de Ribeirão Preto Tendas, contêiner e atendimento em 'Y': Ribeirão Preto anuncia medidas para combate à dengue Casos sob monitoramento Entre 1º de janeiro e 19 de fevereiro de 2026, Ribeirão Preto registrou 1.926 notificações de dengue, com 47 casos confirmados e nenhum óbito. No mesmo período de 2025, foram 11.274 notificações, 7.434 confirmações e cinco mortes. Apesar da redução em relação ao ano anterior, a Vigilância mantém o alerta por causa das condições climáticas do verão, com altas temperaturas e chuvas frequentes, que favorecem a reprodução do mosquito. “Hoje temos um número pequeno de casos sob controle, mas o mosquito tem ciclo rápido, dependendo da temperatura e da umidade. A manifestação pode crescer muito e há chance de transmissão intensa”, afirma Luzia. A vacina contra a dengue está disponível nas unidades de saúde da cidade para o público-alvo definido pelo Ministério da Saúde. Em 2026, 87% dos adolescentes receberam a primeira dose, mas apenas 37% completaram o esquema vacinal com a segunda aplicação. A Secretaria reforça que a proteção só é garantida com o ciclo completo. Agentes de saúde de Ribeirão Preto, SP, realizam ações de combate a dengue Reprodução EPTV Prevenção dentro de casa A principal forma de prevenção continua sendo a eliminação de água parada. Pratos de plantas, pneus, garrafas abertas, calhas entupidas e caixas d’água destampadas são exemplos de locais que podem se transformar em criadouros. No bairro Jardim Aeroporto, após tentativas anteriores sem sucesso, os agentes conseguiram vistoriar a casa da dona de casa Deusilaine Brito Cruz. No quintal com várias plantas, nenhuma larva foi encontrada. “Eu gosto de planta, mas estou sempre olhando o quintal. Nunca deixo nada com água”, diz. Ela conta que já teve um familiar com dengue. “Não é fácil. Meu marido teve muita dor no corpo e a gente aprendeu a ter cuidado.” Veja a reportagem completa abaixo: Combate à dengue: agentes não conseguem acessar 40% das casas em Ribeirão Preto, SP Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região