Comissão se reúne com Ministério da Saúde para evitar fim do Samu em Cuiabá e região após demissão de 56 profissionais

A situação ocorre após a demissão de 56 profissionais do serviço na capital. Governo de Mato Grosso A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato...

Comissão se reúne com Ministério da Saúde para evitar fim do Samu em Cuiabá e região após demissão de 56 profissionais
Comissão se reúne com Ministério da Saúde para evitar fim do Samu em Cuiabá e região após demissão de 56 profissionais (Foto: Reprodução)

A situação ocorre após a demissão de 56 profissionais do serviço na capital. Governo de Mato Grosso A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso se reúne nesta terça-feira (28), às 8h, com representantes do Ministério da Saúde para discutir medidas que evitem o fim do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Cuiabá, Várzea Grande e região. A situação ocorre após a demissão de 56 profissionais do serviço na capital. O encontro foi convocado após a chegada do diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência, Fernando Figueira, a Cuiabá, na segunda-feira (27), para negociar com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) a continuidade do atendimento. Na semana passada, equipes do ministério vistoriaram bases do Samu no estado. O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) defendeu a retomada do serviço e a recontratação dos profissionais demitidos. Segundo ele, a redução no quadro comprometeu o atendimento à população. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp O parlamentar também criticou a possibilidade de substituição do Samu pelo Corpo de Bombeiros. Ele afirmou que os bombeiros podem atuar de forma complementar, mas não substituir o serviço. Lúdio destacou ainda que o Samu recebe recursos federais, que cobrem cerca de 50% dos custos, e citou o envio recente de 10 ambulâncias para Cuiabá e Várzea Grande. Na semana passada, durante audiência na Comissão de Saúde, deputados questionaram o secretário estadual de Saúde, Juliano Melo, sobre o enfraquecimento do serviço. Eles também criticaram a transferência do atendimento pré-hospitalar para o Corpo de Bombeiros, afirmando que os bombeiros podem atuar de forma complementar, mas não substituir o serviço. Os parlamentares defenderam a manutenção do Samu como parte da política pública de saúde. Entenda o caso Ex-funcionários do Samu fazem protesto em Cuiabá após serem demitidos Em março, o Governo de Mato Grosso demitiu 56 profissionais do serviço. Foram desligados 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem que atuavam diretamente no atendimento à população. O sindicato alerta que a medida pode levar ao fechamento de bases e comprometer o serviço. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), informou que as demissões não vão impactar o atendimento à população, devido a integração, no ano passado, das ações do Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar, prestado pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros (CBMMT). "Os números de atendimentos aumentaram em 30% e o tempo resposta às chamadas diminuiu em 36%. Antes da integração com os bombeiros tinham 9 ambulâncias do Samu em Cuiabá, após a parceria esse número saltou para 20 ambulâncias", diz, e trecho da nota.