Cheia de rios afeta quatro municípios do interior do Acre; veja situação

Cheia de rios afeta quatro municípios do interior do Acre Quatro municípios do interior do Acre também estão afetados pela cheia dos mananciais. Em Sena Mad...

Cheia de rios afeta quatro municípios do interior do Acre; veja situação
Cheia de rios afeta quatro municípios do interior do Acre; veja situação (Foto: Reprodução)

Cheia de rios afeta quatro municípios do interior do Acre Quatro municípios do interior do Acre também estão afetados pela cheia dos mananciais. Em Sena Madureira, Feijó, Santa Rosa do Purus e Cruzeiro do Sul, nesta terça-feira (3), alguns rios seguem acima da cota de transbordamento, enquanto outros já apresentam vazante. Segundo dados das defesas civis municipais, a cheia provocou prejuízos em bairros urbanos, comunidades rurais e até em aldeias indígenas. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Cheia 2026: Rio Iaco em Sena Madureira Defesa Civil Municipal de Sena Madureira Sena Madureira Em Sena Madureira, o Rio Iaco marcou 15,18 metros conforme medição da Defesa Civil desta terça-feira (3) e saiu da cota de transbordo, que é fixada em 15,20 metros. O quantitativo no nível do rio representa um recuo de 50 centímetros em relação a medição de segunda (2), quando o manancial marcou 15,68 metros. Contudo, a Defesa Civil informou que aproximadamente 15.150 pessoas ainda estão afetadas pela cheia, considerando áreas urbanas e rurais, incluindo regiões próximas aos rios Iaco, Caeté, Macauã e Purus. LEIA MAIS: Rios de duas cidades do Acre seguem acima da cota de transbordamento Seis mil moradores são afetados por cheia do Rio Juruá, no interior do Acre Atualmente, 167 famílias, cerca de 830 pessoas, permanecem desabrigadas e estão alojadas em cinco escolas públicas municipais e estaduais. Outras 1.499 pessoas ficaram desalojadas e buscaram abrigo em casas de parentes. Cheia 2026: Rio Envira atinge famílias em Feijó Defesa Civil Municipal de Feijó Feijó Em Feijó, o Rio Envira também apresentou vazante conforme a medição da Defesa Civil desta terça-feira (3) e marcou 12,38 metros. O quantitativo no nível representa um recuo de 6 centímetros, em relação a medição de segunda (2), quando o rio havia registrado 12,44 metros. No município, a cota de alerta é de 11 metros e a cota de transbordamento é fixada em 12 metros. Apesar do recuo, o nível ainda está a 38 centímetros acima da cota de transbordo. Segundo a Defesa Civil, quatro bairros foram atingidos e mais de 160 famílias foram impactadas entre áreas urbanas e comunidades ribeirinhas. Apenas uma família precisou ser encaminhada para abrigo que está montado em uma escola do município e não há pessoas desalojadas. O órgão informou ainda que equipes fazem visitas em comunidades ribeirinhas e aldeias do Baixo Rio Envira, consideradas entre as mais impactadas pela cheia. Cerca de 90 famílias das aldeias Boa União, Nova Aliança, Paredão, Huni Kuin e Shanenawa receberam alimentos e água. Rio Purus em Santa Rosa do Purus Defesa Civil Municipal de Santa Rosa do Purus Santa Rosa do Purus Em Santa Rosa do Purus, a cheia atinge moradores da área urbana e comunidades tradicionais. Segundo levantamento da Defesa Civil, cerca de 220 famílias foram afetadas. Já na zona urbana, aproximadamente 150 casas registraram alagamentos, o que representa mais de 750 pessoas impactadas diretamente. Além disso, sete aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas também sofreram prejuízos provocados pela elevação do nível do rio. Segundo a Defesa Civil municipal, não há como informar o nível exato do Rio Purus nesta terça-feira (3), pois o manancial não possui régua de medição instalada. Enchente do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul, no Acre Carla Carvalho/Rede Amazônica Cruzeiro do Sul Em Cruzeiro do Sul, o nível do Rio Juruá continua subindo e nesta terça-feira (3) marcou 13,55 metros. Na segunda-feira (2), o rio marcava 13,49 metros, o que representa uma elevação de 6 centímetros. Na região, a cota de transbordamento é de 13 metros. Além disso, mais de 6 mil moradores continuam afetados direta ou indiretamente pela cheia, tanto na zona urbana quanto na área rural. Segundo a Defesa Civil, ainda não há registro de famílias desabrigadas ou desalojadas. Ao todo, 1.650 famílias convivem com prejuízos causados pela inundação. Pelo menos 11 bairros seguem impactados, além de 12 comunidades rurais. Outros rios da região, como Croa, Juruá-Mirim e Valparaíso, também apresentam elevação. A prefeitura mantém decreto de situação de emergência publicado na última segunda (26) e segue com equipes mobilizadas para monitoramento e atendimento às áreas atingidas. O documento, assinado pelo prefeito Zequinha Lima, classifica o cenário como 'Situação de Emergência Nível II', devido à magnitude dos danos e à incapacidade do município de lidar sozinho com os prejuízos causados pela cheia. Reveja os telejornais do Acre