Avião colide com veículo em aeroporto de Nova York

Jato da Air Canada parado na pista do Aeroporto LaGuardia, nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, após colidir com um veículo da Autoridade Portuária em ...

Avião colide com veículo em aeroporto de Nova York
Avião colide com veículo em aeroporto de Nova York (Foto: Reprodução)

Jato da Air Canada parado na pista do Aeroporto LaGuardia, nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, após colidir com um veículo da Autoridade Portuária em Nova York. Ryan Murphy/AP Um avião da Air Canada Express colidiu com um veículo da autoridade portuária no Aeroporto LaGuardia, em Nova York, por volta das 23h40 deste domingo (22), causando o fechamento do aeroporto. Segundo a rede de televisão NBC, o piloto e copiloto estão gravemente feridos. A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu uma ordem de interrupção de solo para todos os aviões no aeroporto. Ou seja, voos que fariam viagem em direção ao La Guardia não devem decolar. A previsão é que o aeroporto fique fechado até o fim da tarde desta segunda (23). O site do LaGuardia mostrou que os aviões que chegavam foram desviados para outros aeroportos ou retornaram ao ponto de origem. Em imagens divulgadas nas redes sociais, é possível ver o nariz da aeronave levantado e danificado (imagens ainda não forma verificadas) . Segundo o FlightRadar24, os passageiros já teriam desembarcado quando o acidente ocorreu. Torre de controle vista no Aeroporto Internacional LaGuardia em Nova York, no sábado, 8 de novembro de 2025. Olga Fedorova/Arquivo AP A aeronave CRJ-900, que vinha de Montreal, atingiu o veículo a uma velocidade de cerca de 39 km/h, informou o Flightradar24. O jato era operado pela Jazz Aviation, parceira regional da Air Canada. O serviço de emergência da cidade afirmou que está ciente do acidente, mas não tinha maus detalhes para fornecer até a última atualização desta matéria. O corpo de bombeiros também está no local. Com informações da Reuters e Associated Press. Falta de pessoal impacta aeroportos nos EUA Apesar de não haver confirmação da ligação entre a falta de pessoal e o acidente envolvendo a aeronave CRJ-900, os aeroportos dos Estados Unidos sofrem há meses com número reduzido de funcionários. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (22) que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) vão atuar em aeroportos do país a partir desta segunda-feira (23) para ajudar funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA). “Na segunda-feira, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA que permaneceram no trabalho”, disse ele em uma publicação no Truth Social no domingo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Trump já havia feito essa ameaça no sábado, caso senadores democratas não aprovem o projeto de orçamento do Departamento de Segurança Interna. ➡️ A ameaça foi uma tentativa de Trump de pressionar os senadores, que na sexta-feira (20) vetaram o projeto de orçamento do Departamento de Segurança Interna. O impasse ocorre porque os democratas exigem mudanças nas práticas do ICE, após a onda de protestos por conta das mortes de dois cidadãos norte-americanos, Renée Good e Alex Pretti, por agentes de imigração em Minnesota (leia mais abaixo). Com isso, as verbas para o Departamento de Segurança Interna estão congeladas, e muitos funcionários de segurança aeroportuária pararam de trabalhar porque não estão recebendo salários. A paralisação gerou grandes filas nos principais aeroportos dos Estados Unidos neste sábado. 👉 A grande maioria dos funcionários da TSA é considerada essencial e continua trabalhando durante a suspensão do financiamento governamental, mas sem receber salário. Ainda assim, muitos deles têm faltado, alegando motivos de saúde diante da falta de salários. Exigência dos democratas Os democratas exigem uma série de mudanças políticas dentro do projeto de orçamento do ICE, entre elas: A exigência de que os agentes do ICE obtenham um mandado judicial antes de entrar à força em residências; Eles também buscam exigir que os agentes usem informações de identificação em seus uniformes e proibir o uso de máscaras. "O povo americano já não aguenta mais essa agência descontrolada. Precisamos controlá-la. E estamos negociando agora como fazer isso", disse a senadora Patty Murray, principal democrata na Comissão de Orçamento do Senado. O governo Trump afirma já ter concordado com diversas mudanças, incluindo: O uso ampliado de câmeras corporais, com exceção para operações secretas; A limitação das atividades de fiscalização civil em locais sensíveis, como hospitais, escolas e locais de culto. Os republicanos também observam que Trump demitiu a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e colocou Tom Homan no comando das operações em Minneapolis. As mudanças, segundo eles, demonstram a intenção do governo de promover mudanças nas operações do ICE. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, de Nova York, disse que apresentaria uma medida alternativa ainda neste sábado para financiar apenas a Administração de Segurança de Transporte (TSA), que inspeciona passageiros e bagagens em busca de itens perigosos. Nos bastidores, os esforços para resolver o impasse se intensificaram na sexta-feira. O responsável pelo patrulhamento das fronteiras, também conhecido como "czar da fronteira", Tom Homan, reuniu-se pelo segundo dia consecutivo com um grupo bipartidário de senadores. O líder da maioria no Senado, John Thune, republicano da Dakota do Sul, disse que vê “espaço para um acordo”. O Congresso deve entrar em um recesso prolongado no fim de março por conta da pausa de duas semanas de primavera. Thune ameaçou manter os senadores em Washington caso o impasse não seja resolvido. “Não consigo imaginar que entremos em recesso se o governo continuar paralisado”, disse Thune.