Atriz denuncia governo da Albânia por uso de sua imagem em ministra criada por IA

Atriz Anila Bisha e Diella (IA que é ministra da Albânia) Reprodução/Instagram; Reprodução/Site do Gabinete do Primeiro-Ministro A atriz albanesa Anila Bi...

Atriz denuncia governo da Albânia por uso de sua imagem em ministra criada por IA
Atriz denuncia governo da Albânia por uso de sua imagem em ministra criada por IA (Foto: Reprodução)

Atriz Anila Bisha e Diella (IA que é ministra da Albânia) Reprodução/Instagram; Reprodução/Site do Gabinete do Primeiro-Ministro A atriz albanesa Anila Bisha, cuja imagem foi usada para criar a inteligência artificial nomeada como ministra da Albânia, anunciou nesta quarta-feira (11) que acionou o Tribunal Administrativo para pedir a suspensão do uso de sua imagem. Em setembro, o primeiro-ministro Edi Rama nomeou a IA, chamada Diella (“sol”, em albanês), como ministra responsável por decisões sobre licitações públicas. A iniciativa foi apresentada como um símbolo do combate à corrupção, tema sensível no país. Bisha, de 57 anos e bastante conhecida na Albânia, havia assinado um contrato com o governo autorizando o uso de sua imagem para representar a assistente virtual do portal E-Albania, que oferece serviços públicos online. Segundo ela, porém, o acordo não previa o uso de sua imagem na criação da ministra virtual. Scarlett Johansson diz que OpenAI imitou sua voz no ChatGPT: 'Fiquei chocada' 'Atriz' criada por inteligência artificial gera protestos em Hollywood Veja os vídeos que estão em alta no g1 Isso é "uma exploração da minha identidade e dos meus dados pessoais", afirmou. A atriz disse que entrou com a ação na segunda-feira (9). "Assinei apenas um contrato, de alguns meses [até 31 de dezembro de 2025], para o uso da minha imagem no âmbito dos serviços oferecidos aos cidadãos pelo E-Albania, de forma alguma para Diella, a ministra", acrescentou. Bisha afirma também que a Agência Nacional da Sociedade da Informação, que desenvolveu a IA de Diella, registrou uma patente sobre sua imagem e sua voz sem a avisar, o que, segundo ela, "é ilegal" e a impede de trabalhar. Ela afirmou à AFP que não reagiu antes porque esperava um acordo amigável, mas suas mensagens às autoridades ficaram sem resposta e ela decidiu recorrer à Justiça. Veja mais: Fenômeno da IA agora assusta investidores? 'Chefões' tentam amenizar preocupações 'Gêmeo digital': IA pode replicar personalidades humanas com 85% de precisão 'Atriz' criada por inteligência artificial gera protestos em Hollywood Por que o Moltbook, rede social das IAs, pode não ser a revolução que promete