Após morte de 'El Mencho', Trump diz que México 'precisa intensificar esforços' contra cartéis de drogas
Narcotraficante mais procurado do México é morto em operação militar O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23) que o M...
Narcotraficante mais procurado do México é morto em operação militar O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23) que o México precisa intensificar seus esforços para combater cartéis de drogas, um dia após o governo Sheinbaum ter matado o narcotraficante "El Mencho". " O México precisa intensificar seus esforços contra os cartéis e as drogas", pressionou. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "El Mencho" era o narcotraficante mais procurado do México —e um dos mais procurados do mundo— e tinha uma recompensa de US$ 15 milhões (cerca de R$ 77 milhões) contra ele estipulada pelo governo dos EUA. Sua morte, ocorrida em uma operação das forças especiais mexicanas, gerou uma onda de violência pelo país latino-americano. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira que a operação que resultou na morte de "El Mencho" foi realizada totalmente por forças mexicanas, e que os EUA ajudaram com informações. Sheinbaum deu maior destaque aos esforços nacionais em detrimento à influência norte-americana no processo. O governo Trump pressiona o México para aumentar o combate aos cartéis de drogas e não descarta operação terrestre no país vizinho. Sheinbaum, por sua vez, afirma que seu governo faz o suficiente e rejeita qualquer operação envolvendo tropas dos EUA, ao mesmo tempo em que busca mostrar resultados para Washington. El Mencho Reuters O Ministério da Defesa do México afirmou que as autoridades norte-americanas forneceram “informações complementares”, e uma fonte do governo mexicano afirmou à agência de notícias Reuters que nenhum militar dos EUA participou fisicamente da ação. A Embaixada mexicana em Washington disse que os EUA forneceram "inteligência militar e informações complementares (...) no âmbito da cooperação bilateral". "Todas as operações são realizadas por forças federais [mexicanas], não há participação na operação de forças dos EUA. O que há é intercâmbio de informações. Neste caso, houve uma informação de inteligência prestada pelo governo dos EUA, porém toda a operação, desde seu planejamento, é responsabilidade das forças federais", afirmou Sheinbaum em coletiva. O governo mexicano deu mais detalhes nesta segunda-feira sobre como foi a operação e atualizou a onda de violência no país nas últimas horas: O paradeiro de El Mencho, líder do cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), foi descoberto após uma visita de sua namorada; 8 criminosos foram mortos durante a operação; 25 membros da Guarda Nacional mexicana morreram em seis ataques diferentes na onda de violência após a morte do narcotraficante; 70 pessoas foram presas em sete estados do país em meio à onda de violência; Violência irrompe no México após morte do traficante de drogas 'El Mencho' Sheinbaum pediu calma à população mexicana e afirmou que o país "está em paz e calmo". Ela acrescentou que as estradas foram desbloqueadas de carros queimados por narcotraficantes. De acordo com Sheinbaum, um grupo de trabalho agora investiga a lavagem de dinheiro feito para os cartéis de drogas. México em alerta O México permanece em estado de alerta nesta segunda-feira (23), com escolas fechadas em pelo menos oito estados. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população em meio à explosão de violência no país, que provocou bloqueios em rodovias, incêndios de veículos e estabelecimentos comerciais, além do cancelamento de dezenas de voos de companhias aéreas dos Estados Unidos e do Canadá. O Ministro da Defesa do México , Ricardo Trevilla Trejo, discursa durante uma coletiva de imprensa sobre a onda de violência no México , após a morte do narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera, conhecido como "El Mencho" REUTERS/Raquel Cunha Em sua coletiva diária, nesta segunda, ela afirmou que espera que os voos de e para Puerto Vallarta sejam retomados até esta terça-feira (24), e que já não há mais bloqueios nas estradas do país. Neste domingo, 229 foram registrados, organizados por membros do cartel de El Mencho em resposta à morte dele. "A coisa mais importante agora é garantir a paz e a segurança para toda a população do México. O país está em paz, está calmo", declarou. Além do fechamento de escolas em vários estados, o Poder Judiciário anunciou que os juízes podem manter os tribunais fechados se considerarem necessário. Os bloqueios e incêndios de lojas e estabelecimentos ocorrem no estado de Jalisco, onde a organização atuava, mas também no balneário de Puerto Vallarta, no estado vizinho de Michoacán e em Puebla, Sinaloa, Guanajuato e Guerrero. LEIA TAMBÉM: Morte de El Mencho: onda de violência no México mata 25 membros da Guarda Nacional Governo do México diz que paradeiro de El Mencho foi descoberto após visita de namorada Quem era 'El Mencho', o narcotraficante mais procurado do México Cidades mexicanas vivem onda de violência após morte de chefe de cartel Quem era El Mencho? EUA chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de El Mencho. Departamento de Justiça dos EUA Ex-policial, El Mencho comandava há anos um dos cartéis mais influentes do México, o Jalisco Nueva Generación (CJNG), e era considerado uma das figuras mais violentas do crime organizado. Segundo o Ministério da Defesa mexicano, ele morreu ao amanhecer de domingo na cidade de Tapalpa, no estado de Jalisco, na região centro-oeste do país. Ele sofreu ferimentos graves durante a operação e não resistiu enquanto era transferido de avião para a Cidade do México, afirmou o órgão em nota oficial. Vários outros membros do CJNG morreram na ação. O Ministério da Defesa também informou que vários veículos blindados e armas — incluindo lançadores de foguetes — foram apreendidos durante a operação. Além disso, três membros do exército ficaram feridos e foram levados para hospitais na Cidade do México. Sob o comando de El Mencho, o cartel se expandiu rapidamente na última década, dedicando-se à produção e venda de drogas, além da extorsão de empresas locais. O grupo ganhou notoriedade por ataques ousados às forças de segurança e por espalhar medo em comunidades de diferentes regiões do país. Em poucos anos, o cartel ampliou sua atuação em outros países e tornou-se rival do Cartel de Sinaloa, liderado por Joaquín “El Chapo” Guzmán, que cumpre pena nos Estados Unidos. Os EUA já chegaram a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura de El Mencho. Cidades mexicanas vivem onda de violência após morte de 'El Mencho', chefe do cartel CJNG AP, AFP, Reuters