Acusada de matar o marido em 2021 volta a ser presa por morte de novo companheiro

Francisca Erivanda da Silva Alcântara voltou a ser presa por um homicídio nesta sexta (10), após ser detida por outro assassinato há 5 anos. Reprodução. U...

Acusada de matar o marido em 2021 volta a ser presa por morte de novo companheiro
Acusada de matar o marido em 2021 volta a ser presa por morte de novo companheiro (Foto: Reprodução)

Francisca Erivanda da Silva Alcântara voltou a ser presa por um homicídio nesta sexta (10), após ser detida por outro assassinato há 5 anos. Reprodução. Uma mulher identificada como Francisca Erivanda da Silva Alcântara foi presa em flagrante por suspeita de matar o próprio companheiro, em Ipu, no interior do Ceará, na última sexta-feira (10). Ela é acusada de matar o marido em 2021. Em audiência de custódia realizada neste sábado (11), o Plantão do 5º Núcleo Regional da Justiça Estadual converteu a prisão em flagrante de Francisca Erivanda em prisão preventiva. Conforme a decisão judicial, o corpo de Francisco José Rodrigues da Silva foi encontrado com sinais de violência, na zona rural de Ipu, na manhã de sexta (10), "sendo a flagranteada a única pessoa que se encontrava na residência com a vítima na noite do fato". Policiais civis realizaram buscas pela companheira da vítima e encontraram a suspeita poucas horas após o crime, em frente a uma agência bancária no centro urbano de Ipu, na posse de uma mochila. O juiz do plantão judiciário considerou depoimentos de testemunhas que "indicam o registro de discussão entre o casal durante a madrugada, no depoimento dos policiais que efetuaram a captura e na própria admissão da autuada de que estava a sós com a vítima no local da infração, confrontada com os elementos periciais de que os cabelos arrecadados ao solo da sala [local do crime] pertenciam a ela". LEIA TAMBÉM: Gerente de restaurante é assassinado a tiros ao chegar em casa em Fortaleza Advogado suspeito de atropelar entregador e fugir sem prestar socorro é denunciado pelo MP Agora no g1 Outro homicídio Na decisão da audiência de custódia, o magistrado também ressalta que Francisca Erivanda da Silva Alcântar figura como ré em outra ação penal por homicídio, ocorrido em 2021, "utilizando idêntico modus operandi (golpes de arma branca/canivete), contra seu então companheiro da época, William Pereira do Nascimento". Ela foi presa em flagrante no dia 29 de agosto daquele ano pelo homicídio. Porém, dois dias depois, o juiz decidiu soltá-la, com aplicação das seguintes medidas cautelares: comparecimento a todos os atos processuais; proibição de ausentar-se da Comarca; e proibição de mudar de endereço sem prévia comunicação à Justiça. A suspeita ainda tem passagens pela polícia por lesão corporal no âmbito de violência doméstica, desacato e resistência. "Soma-se a isso o fato determinante de que, no âmbito do processo criminal de 2021, a ré encontrava-se formalmente na condição de foragida, pois mudou de endereço sem comunicar o Juízo processante, inviabilizando sua citação pessoal e forçando o Ministério Público a pugnar por sua citação editalícia e decretação de custódia cautelar naqueles autos principais", considerou o magistrado da audiência de custódia deste sábado (11). Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: